segunda-feira, 14 de maio de 2012
BOA SORTE!
Bem, eu não sei mais o sentido do amor, perdi a compreensão... Eu não sei identificar quando estou sendo amada, quando estou sendo enganada... Eu não sei identificar quanto tempo mais eu posso esperar, ou quando já é hora de partir... Eu não sei quais as estratégias desse jogo, eu não sei jogar...
Eu não sei jogar, porque eu não sei perder, e mesmo se eu ganhar não atribuirei essa vitória a minha capacidade, mas sim a sorte. E olha que coisa mais triste eu descobri:
QUE O AMOR É UMA QUESTÃO DE BOA SORTE E QUE A FELICIDADE TRAZIDA PELO AMOR É PURAMENTE CIRCUNSTANCIAL...
...Mas, viver a mercê da sorte e das circunstâncias é inevitável.
Portanto, BOA SORTE!
domingo, 15 de abril de 2012
Aquele que recomeçou O CAMINHO DO AMOR, fez quando percebeu que estava indo pelo caminho errado.
Hoje eu não fiquei só. Tive um encontro com a minha fiel companheira “solidão”, ela me fez lembrar que eu nunca quis sentir um “grande amor” por outro alguém, a ponto de restar tão pouco a mim. Mas, assim se fez, coloquei outro alguém em primeiro lugar em minha vida, titulado de “Meu Grande Amor, e até, Minha Vida” a esse RELAPSO – amar DEMAIS o outro –, mesmo sem manifesto prévio de vontade própria, agradeço a minha atual diligência na arte de AMAR.
Nem todo mundo que prova o amor, sabe amar. Aquele que sabe amar reconhece quando, ao invés de AMOR é DOR e logo sente vontade de parar, impedindo assim alguém, ou alguma coisa de nos causar sofrimentos. Em questão de dias, quando houver a necessidade, recomeçar será o mesmo que voltar a andar de bicicleta depois de passados 15 anos, você lembra que nunca desaprendeu a pedalar, do mesmo modo, não esqueceu a principal lição acerca do amor “AMA AO OUTRO COMO A TI MESMO” – nessa lição eu tirei dez – a máxima “AMA AO OUTRO COMO A TI MESMO” dá aos dois atos, a mesma proporção. Não diz: ama MAIS ao outro e MENOS a você, ou visse versa. Visto que, à prática “amar demasiado” é um cortejo ao abandono, pois quem se ama demais, esquece o outro, e, quem ama demais o outro, esquece-se de si mesmo.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Fi-lo porque qui-lo
Sendo o comportamento do homem, alheio a estética moral, digo somente, havendo a inversão daquilo que é ético, também será irrefutável a consistência da depreciação desse homem que, absorto em suas vontades e utopias, abandona o pomar de valores e diz: Fi-lo porque qui-lo.
Não há mesmo razão considerável, uma sequer, que faça tal homem visionário, reconhecer que a extensão de seus atos forma seu caráter, pois somente se preocupa com caráter o homem que, em sua essência, percebe-se habitar o mundo, e, não aquele que almeja que o mundo habite nele; ao último, paira o egoísmo e a obsolência de sua moral.
Logo, desconstruir valores representa a queda de um ídolo, e em meio a esse processo não há evolução, tampouco admiração. Internamente, nascendo o individualismo, o homem não reflete, ele faz o outro refletir: um grande homem é coletivo e não singular.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
... Amar também é padecer no... Leiam
Isso pode realmente ser enfático, mas não terá relevância se você não me entender.
Bem, sabe aquela dor de barriga que me dava quando criança, e ainda, sempre que fico ansiosa? É, ela voltou! Odeio que os outros percebam que você saiu e deixou a porta aberta, eles podem pensar que o amor é mesmo fugaz. E eu? Eu nem quero acreditar que o troco da padaria veio errado, que acabei pagando a mais, e por culpa da minha distração, só percebi quando voltei pra casa.
Eu estou aqui numa terrível agonia, querendo lembrar aquela música que você nunca me ofereceu, mas que eu insisto em dizer que você cantava para mim. Sim, a nossa música, bem que poderia existir, certamente – mesmo sendo esta desafinada que sou – daria um jeito nessa minha voz rouca, e a cantaria suavemente pra você. Mas, ou os meus estímulos estão adormecidos, ou me faltam memórias para recordar. Eu sou tão medrosa para fazer apostas, e se ganho ou perco, meu bálsamo é o meu tesouro. O que eu queria mesmo era saber se você também sente esse aperto no peito, porque eu não consigo identificar se em mim ele existe por te amar demais, ou por desconfiar que já não seja amada.
Eu gosto de estar sempre certa, mas nesse caso eu não me importarei em ser a errada. O amor nem sempre vai "de vento em popa".
domingo, 20 de novembro de 2011
Quinze minutos com você...
O dia amanhece e sempre que retomo a leitura do livro da noite passada, o livro que esta lá, sobre a cabeceira, ou mesmo no chão do quarto, eu sempre preciso reler as duas últimas páginas. Mas já são 7h15 da manhã e eu sei, reservaremos os próximos quinze minutos para o nosso abraço – e não é bem um abraço, é aquilo que precede nas manhãs dos amantes – porque o dia às 7h15 da manhã sempre parece que será longo, assim como nossas pestanejadas e bocejadas. Quinze minutos é nada durante o dia, mas até as 7h30 eu e você aproveitaremos muito desse tempo. Os beijinhos nos olhos: os meus, depois os seus; minha voz sempre rouca; minha preguiça matinal, isso parece normal/até você vir/ bem mais disposto que eu e me convidar a levantar, ganhar o dia... Por mim esticaria sempre mais alguns minutos, até você levantar e eu perceber que de fato a cama fica sem graça sem você. Mesmo que você tenha decidido empurra a cama até a parede, por medo de cair, mesmo com esse habito horrível que eu tenho de empurrá-lo pra fora da cama, acredite, eu quero você nela. Dormindo, acordando, descansando... Porque isso é tão tranquilizante pra mim, assim, sem buscar, você já está aqui.
E você levantará primeiro que eu, eu vou de café, você não gosta de café, você gosta de mim.
E você levantará primeiro que eu, eu vou de café, você não gosta de café, você gosta de mim.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Aquele monólogo...
por Sussumonte
Dificilmente conseguirei expressar, com segurança, essa dor que, de vez em quando, aparece e teima em, entre o meu ensolarado ser, querer ficar.
Num parâmetro analítico, a criatura que vos fala, já recebeu alta das sessões de psicanálise... Sim, às teorias tão perfeitamente aplicadas ela foi excelente, e, diante a facilidade que tem de conjecturar seus piores momentos, denominou-se, inclusive, essa mesma criatura, um ser, demasiadamente calculista.
O monólogo a seguir, é antagônico a atual retórica da autora.
[...] Saudade da Moça
Ah, minha doce e linda Maria Monteiro
Meu verso hoje será infeliz, se comparado a tantos outros que te fiz.
E irás me perguntar
Qual foi a má impressão que te causei?
Queres mesmo saber?
Quando tu me davas orgulho era mais fácil!
As flores tinham mais cores entre a nossa vida amena.
Não precisa me lembrar que te pedi um pouco de harmonia,
É que esquecestes de uma vez do contraste.
Bela criaturinha café com leite, isso sim, foi no que te transformastes.
As tuas perguntas são tão engraçadas,
Qual é o teu “sei” entre os nossos fracassos?
Pois bem!
Sei daquela dor de cotovelo que fortalece nossa vaidade,
Sei daquela frustração que acabou com a nossa auto-estima,
Sei daquele medo que acolheu a nossa covardia,
E em meio a tantos, também sei daquela renuncia que abandonou a nossa alegria.
Lembras daquela nossa promessa?
A de não nós afastarmos tanto.
Eu estou aqui,
Por trás do teu reflexo
E, até quando tu vês apenas sombras.
Ah, sim, tu?
Tu te afastes de mim!
Tu não te regozijas,
Tu não choras, não lamentas,
Tu te calas.
Não me chamas...
Tu não falas mais comigo no espelho.
Agora eu que te pergunto:
Por que pintas o mundo nas cores que não te agradam?
Há méritos pessoais na satisfação daqueles que são incapazes de te compreender?
Moça de cabelos compridos, de sobrancelhas grossas,
De sorriso largo, e de olheiras profundas
Não te afastes de mim,
Volte aos braços do teu eu!
Dificilmente conseguirei expressar, com segurança, essa dor que, de vez em quando, aparece e teima em, entre o meu ensolarado ser, querer ficar.
Num parâmetro analítico, a criatura que vos fala, já recebeu alta das sessões de psicanálise... Sim, às teorias tão perfeitamente aplicadas ela foi excelente, e, diante a facilidade que tem de conjecturar seus piores momentos, denominou-se, inclusive, essa mesma criatura, um ser, demasiadamente calculista.
O monólogo a seguir, é antagônico a atual retórica da autora.
[...] Saudade da Moça
Ah, minha doce e linda Maria Monteiro
Meu verso hoje será infeliz, se comparado a tantos outros que te fiz.
E irás me perguntar
Qual foi a má impressão que te causei?
Queres mesmo saber?
Quando tu me davas orgulho era mais fácil!
As flores tinham mais cores entre a nossa vida amena.
Não precisa me lembrar que te pedi um pouco de harmonia,
É que esquecestes de uma vez do contraste.
Bela criaturinha café com leite, isso sim, foi no que te transformastes.
As tuas perguntas são tão engraçadas,
Qual é o teu “sei” entre os nossos fracassos?
Pois bem!
Sei daquela dor de cotovelo que fortalece nossa vaidade,
Sei daquela frustração que acabou com a nossa auto-estima,
Sei daquele medo que acolheu a nossa covardia,
E em meio a tantos, também sei daquela renuncia que abandonou a nossa alegria.
Lembras daquela nossa promessa?
A de não nós afastarmos tanto.
Eu estou aqui,
Por trás do teu reflexo
E, até quando tu vês apenas sombras.
Ah, sim, tu?
Tu te afastes de mim!
Tu não te regozijas,
Tu não choras, não lamentas,
Tu te calas.
Não me chamas...
Tu não falas mais comigo no espelho.
Agora eu que te pergunto:
Por que pintas o mundo nas cores que não te agradam?
Há méritos pessoais na satisfação daqueles que são incapazes de te compreender?
Moça de cabelos compridos, de sobrancelhas grossas,
De sorriso largo, e de olheiras profundas
Não te afastes de mim,
Volte aos braços do teu eu!
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
... Se falsidade ou nobreza.
O maior defeito que um ser humano pode ter, em minha opinião, é a falsidade. Os outros defeitos são argumentáveis e tão facilmente compreendidos, se encaixam em: todo mundo erra... Mas a falsidade, não tem outro respaldo senão “a falta de caráter”, e não ter caráter é algo tão terrível ao meu modo de ver o mundo, que fico sem saber perdoar. Não sei perdoar traidores, não sei conviver com esse tipo de gente; e logo eu que perambulo pelo mundo, sobre esse aspecto, perco meus poderes de camaleão; sou Sansão sem os cabelos. Não sei viver entre cobras, porque não sei nem fingir ser uma delas. Alguns seres humanos procuram riqueza, poder, fama... Outros vivem a procura de sentimentos grandiosos como o amor, a felicidade, a harmonia... Eu procuro a nobreza. Não há anseio maior em meu ser: Eu quero ser cada vez mais nobre!
Ps.:O texto ficou sem título, porque não sei o que melhor lhe cai, ...se falsidade ou nobreza"
Ps.:O texto ficou sem título, porque não sei o que melhor lhe cai, ...se falsidade ou nobreza"
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Ponto de equilíbrio...
Nas manhãs desse meio-inverno, sento-me à beira da cama e me pergunto: será que o sol virá? Os dias cinzas, (já falei deles antes), são chatos. Andando de um lado pro outro do quarto, com um ar de melancolia confesso: eu me encolhi. Como quem se encolhe com medo na cadeira do dentista (eu-não-sou-assim), como uma mola antes do salto, como uma lesma na hora de sua morte. Esqueci meus méritos de boa conselheira, outro dia lembrarei que eles existiram. Eu queria ignorar, como já fiz antes, a falta de sinceridade das pessoas e simultaneamente me sentir gigante como o “João do pé de feijão”; por ser honesta, por ser eu mesma.
Perplexa, talvez sem nexo. Supracitada “eis a criatura por um triz”.
Evidentemente estive em pedaços. Dias atrás engoli um sapo, tardei essas palavras, por causa do estômago. O estômago? Sim, ele não aguentava mais o álcool, nem as conversas furadas tão... “filantrópicas”.O importante é que passou. Busquei o ponto de equilíbrio. Voltei pra academia, voltei a escrever e agora que a tristeza se afastou de mim tenho a certeza que nenhum estado é permanente, esse é o normal da vida, ela tende a voltar ao normal.
Com o espírito mais elevado, eu revelo: Não vale a pena acentuar nosso antagonismo (fruto de um amor paralítico), nem dedilhar acerca de sepultamentos. Sobre as coisas que eu tinha pra dizer, não farei confusão:
Naquela quase esquina, a que nos fez esbarrar e nos conhecêssemos
Seu Arthur, o dono da mercearia, lembrou-me bem: cuidado menina, pra quê a pressa?
Da mercearia, na esquina se via faísca, eu ao seu lado e você ao meu
Arquear, eu avisei ao coração.
Eu era boba, bem inocente e tinha um coração...
Perplexa, talvez sem nexo. Supracitada “eis a criatura por um triz”.
Evidentemente estive em pedaços. Dias atrás engoli um sapo, tardei essas palavras, por causa do estômago. O estômago? Sim, ele não aguentava mais o álcool, nem as conversas furadas tão... “filantrópicas”.O importante é que passou. Busquei o ponto de equilíbrio. Voltei pra academia, voltei a escrever e agora que a tristeza se afastou de mim tenho a certeza que nenhum estado é permanente, esse é o normal da vida, ela tende a voltar ao normal.
Com o espírito mais elevado, eu revelo: Não vale a pena acentuar nosso antagonismo (fruto de um amor paralítico), nem dedilhar acerca de sepultamentos. Sobre as coisas que eu tinha pra dizer, não farei confusão:
Naquela quase esquina, a que nos fez esbarrar e nos conhecêssemos
Seu Arthur, o dono da mercearia, lembrou-me bem: cuidado menina, pra quê a pressa?
Da mercearia, na esquina se via faísca, eu ao seu lado e você ao meu
Arquear, eu avisei ao coração.
Eu era boba, bem inocente e tinha um coração...
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Saudade com um S bem grande...
Em mil novecentos e bolinha completei quinze anos, naquele mesmo ano minha primeira melhor amiga foi morar em “Salvador”, a saudade é bem parecida com a solidão porque nós nos sentimos sozinhos mesmo com tantos a volta. De lá pra cá eu conheci muitos amigos e a escala de primeiro ao último marca apenas o tempo em que os conheci. Não há uma importância maior entre eles, mas há uma coisa que os diferenciam, o tamanho da saudade; de você eu sinto mais!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Afiando as garras

É bom classificar, afinal um rio é um rio, mas nem todos correm para o mar, os rios afluentes deságuam em rios principais; o mundo é mundo, mas nem sempre é redondo, para alguns o mundo é bem quadrado. As bromélias possuem flores de aspecto selvagem, e as rosas possuem espinhos, elas nem sempre machucam. Eu sou um ser humano, mas não minto – só um pouco –; os gatos afiam suas garras, eu também.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O coração...
Quem dera tivesse criado este texto como tantos outros foram criados, para transcrever pensamentos, apenas pensamentos. Um mero ponto de vista. Mas, nem rabiscando o papel, tampouco o jogando no cesto de lixo, conseguiria fugir da infeliz constatação, o meu amigo Zeca tem mesmo razão : o coração é terra de ninguém.
- Essa idéia, rodopia em minha cabeça, mais que matuto em porta giratória de banco. Vai e volta, vai e volta. São quase duas da madrugada, eu preciso dormir mais cedo, precisava!
Um verso:
Por trás desse verso que enfeita, há um inverso triste.
Um fundo sombrio e empoeirado
Um cenário nunca antes habitado, solitário
Um plano esquecido, abandonado...
O coração...
O meu coração é terra de ninguém.
- Essa idéia, rodopia em minha cabeça, mais que matuto em porta giratória de banco. Vai e volta, vai e volta. São quase duas da madrugada, eu preciso dormir mais cedo, precisava!
Um verso:
Por trás desse verso que enfeita, há um inverso triste.
Um fundo sombrio e empoeirado
Um cenário nunca antes habitado, solitário
Um plano esquecido, abandonado...
O coração...
O meu coração é terra de ninguém.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Acerca do Perdão.
Perdão. Dar ou pedir é um ato incondicional, até porque a capacidade de reconhecer erros, e ou, se magoar (hipoteticamente ou não), são coisas inerentes ao ser humano. Eu, por exemplo, tenho muita facilidade em perdoar mesmo quando não há pedido de perdão. Outras pessoas, pelo visto, lidam com o perdão como quem guarda numa caixinha, antigas entradas de cinema e papéis de bombom. E ao revê-la, vez por outra, devem mesmo pensar: essas entradas de cinema, são antigas, já não servem mais, e esses papéis de bombom, quais outras serventias teriam se não a de invólucros para balas tão adocicadas? E o perdão, a quê serve? Uns, guardam, inulitizam. Outros o usam na hora certa. Incondicional é o ato, porque a capacidade todos nós temos.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Uma tragédia...
Eu, numa situação constrangedora, lembrarei de ser espontânea; bem pé no chão. É provável que vocês, caros leitores, sintam estranheza no meu modo de falar, mas a minha constante “sutileza” favorecerá a “discrição”. Cá estou eu, nesse fiasco. Quem sabe “eu” consiga esclarecer:

Não, eu certamente não saberei esclarecer utilizando imagem!
- Depois disso, será mais fácil, subscrever as minhas entrelinhas, eu tava aqui pensando num romance trágico. Algo bem do tipo “Romeu e Julieta”. Gostaria de falar do amor “irracional” entre um homem e uma mulher, porque de outro modo não vale, não vale o amor brando, não vale a brandura do amor, mas sim o quão avassalador ele pode ser. Também não vale ter um final feliz, desse modo segue mesmo a tragédia. Quem sabe remonte a antiguidade , aliás, deve mesmo remontar a antiguidade,afinal nos dias de hoje não se morre mais por amor. Eu não sou feminista, mas não escreveria um romance que não tivesse no “mínimo” sofrimentos nivelados, se bem que no meu romance trágico o Romeu terá que sofrer mais – nada pessoal – apenas pra explorar a utopia desgarrada da minha mente. Haverá sussurros para os corpos que se queimam em desejos e murmúrios para o medo. Sim, disso não poderei esquecer: o medo e a covardia – explorarei esses dois grandes vilões – eles vencerão o amor. Particularmente encontrarei dificuldade em definir um tema específico, pois ao entrelaçar o AMOR e a DOR terei sem duvida um enredo complexo.
O que não se pode dizer com palavras
O que já se sabe através do olhar
Aquilo que é indeferido, indecoroso
O limite da alegria
A dor no calcanhar
Tudo o que impede a partida
O deserto que nos obriga a ficar
Aguardem...

Não, eu certamente não saberei esclarecer utilizando imagem!
- Depois disso, será mais fácil, subscrever as minhas entrelinhas, eu tava aqui pensando num romance trágico. Algo bem do tipo “Romeu e Julieta”. Gostaria de falar do amor “irracional” entre um homem e uma mulher, porque de outro modo não vale, não vale o amor brando, não vale a brandura do amor, mas sim o quão avassalador ele pode ser. Também não vale ter um final feliz, desse modo segue mesmo a tragédia. Quem sabe remonte a antiguidade , aliás, deve mesmo remontar a antiguidade,afinal nos dias de hoje não se morre mais por amor. Eu não sou feminista, mas não escreveria um romance que não tivesse no “mínimo” sofrimentos nivelados, se bem que no meu romance trágico o Romeu terá que sofrer mais – nada pessoal – apenas pra explorar a utopia desgarrada da minha mente. Haverá sussurros para os corpos que se queimam em desejos e murmúrios para o medo. Sim, disso não poderei esquecer: o medo e a covardia – explorarei esses dois grandes vilões – eles vencerão o amor. Particularmente encontrarei dificuldade em definir um tema específico, pois ao entrelaçar o AMOR e a DOR terei sem duvida um enredo complexo.
O que não se pode dizer com palavras
O que já se sabe através do olhar
Aquilo que é indeferido, indecoroso
O limite da alegria
A dor no calcanhar
Tudo o que impede a partida
O deserto que nos obriga a ficar
Aguardem...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Recordando
Afim de recordar a mim mesma, postarei novamente o texto "Aos cuidados do Senhor da Vida". Lamento não ter tempo para me dedicar ao que mais gosto de fazer: escrever. Nesta semana que se vai eu escrevi: A vida vai tão rápida! De fato, voando...e eu nesse jato... Bjs!
Aos cuidados do Senhor da Vida
Peço que cuide dessa moça, a moça de cabelos compridos, e sobrancelhas grossas. De sorriso largo, e olheiras profundas. Considerando seu aspecto físico algo amanhã “mutável”, é preferível que eu me refira a essa moça pela essência que caracteriza seu ser. Procurando a melhor semântica, a inserção do termo “aquela cativante”, perpetua a quem retrato.
Cuide de seu jardim. E pode-se já antecipar, ela cuidará de seus lírios, de um a um regará. Não é ostentação de minha parte, afinal seu avesso conhecemos bem, ser gentil é, a vocação primeira dessa dama, deliberadamente afável.
[...]- Olá! Boa parte, das pessoas, pensa que falar de si mesmo é tarefa difícil, eu não acho! A dificuldade está em percebe, a relação que você tem, com o mundo a sua volta. Essa relação é seu espelho. Hoje escolhi falar de uma virtude evidente em mim, isso não afugenta meus defeitos. Na verdade a origem desse texto veio de um questionamento: - Por que tenho tantos amigos?
- É comum, que você tenha muitos conhecidos, é comum que você tenha uma grande quantidade de pessoas a sua volta. O que me aconteceu – e, não estou reclamando – foi o reconhecimento de uma frase, que soa irônico, repetitiva até. Vem de toda parte daqueles que me conhecem - Você está Sussumida! - Essa afirmação de meus amigos deu origem ao meu questionamento e parando pra avaliar, a resposta veio em seguida. - Tenho facilidade de fazer amigos porque sou cativante, e cativo as pessoas por causa do meu jeito afável, gentil de ser. Afinal Gentileza é Indispensável!
Quanto à frase que tenho escutado de meus amigos formadores dessa opinião, é assunto para outro texto, o qual, falarei de um, ou até mais, dos muitos defeitos que possuo, entretanto, espero corrigir a má impressão e para já diminuir a distância entre vocês e eu, fiz esse blog. Funciona como “A Tenda da Sussu”, uma vez falada antes, para alguns (pobres coitados), que resolveram seguir meus conselhos (rsrssrs).
Como uma forma de inicializar, fiz essa oração em gratidão, e incluo agora, sua finalização:
... Quem intercede essa oração hoje, é a moça de cabelos compridos, e sobrancelhas grossas. De sorriso largo, e olheiras profundas. - Se peço que cuides dela é porque sei também que em suas orações, são incessantes os pedidos de proteção, e os agradecimentos que ela o faz em cada novo amanhecer...
- Obrigada Deus, pela vida que me deste, por minha família, meus amigos, meus filhos! Proteja-os para todo o sempre.
Amém!
See you later!
Aos cuidados do Senhor da Vida
Peço que cuide dessa moça, a moça de cabelos compridos, e sobrancelhas grossas. De sorriso largo, e olheiras profundas. Considerando seu aspecto físico algo amanhã “mutável”, é preferível que eu me refira a essa moça pela essência que caracteriza seu ser. Procurando a melhor semântica, a inserção do termo “aquela cativante”, perpetua a quem retrato.
Cuide de seu jardim. E pode-se já antecipar, ela cuidará de seus lírios, de um a um regará. Não é ostentação de minha parte, afinal seu avesso conhecemos bem, ser gentil é, a vocação primeira dessa dama, deliberadamente afável.
[...]- Olá! Boa parte, das pessoas, pensa que falar de si mesmo é tarefa difícil, eu não acho! A dificuldade está em percebe, a relação que você tem, com o mundo a sua volta. Essa relação é seu espelho. Hoje escolhi falar de uma virtude evidente em mim, isso não afugenta meus defeitos. Na verdade a origem desse texto veio de um questionamento: - Por que tenho tantos amigos?
- É comum, que você tenha muitos conhecidos, é comum que você tenha uma grande quantidade de pessoas a sua volta. O que me aconteceu – e, não estou reclamando – foi o reconhecimento de uma frase, que soa irônico, repetitiva até. Vem de toda parte daqueles que me conhecem - Você está Sussumida! - Essa afirmação de meus amigos deu origem ao meu questionamento e parando pra avaliar, a resposta veio em seguida. - Tenho facilidade de fazer amigos porque sou cativante, e cativo as pessoas por causa do meu jeito afável, gentil de ser. Afinal Gentileza é Indispensável!
Quanto à frase que tenho escutado de meus amigos formadores dessa opinião, é assunto para outro texto, o qual, falarei de um, ou até mais, dos muitos defeitos que possuo, entretanto, espero corrigir a má impressão e para já diminuir a distância entre vocês e eu, fiz esse blog. Funciona como “A Tenda da Sussu”, uma vez falada antes, para alguns (pobres coitados), que resolveram seguir meus conselhos (rsrssrs).
Como uma forma de inicializar, fiz essa oração em gratidão, e incluo agora, sua finalização:
... Quem intercede essa oração hoje, é a moça de cabelos compridos, e sobrancelhas grossas. De sorriso largo, e olheiras profundas. - Se peço que cuides dela é porque sei também que em suas orações, são incessantes os pedidos de proteção, e os agradecimentos que ela o faz em cada novo amanhecer...
- Obrigada Deus, pela vida que me deste, por minha família, meus amigos, meus filhos! Proteja-os para todo o sempre.
Amém!
See you later!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A admiração...
A admiração é um sentimento fantástico. Se alguém me perguntasse, não saberia responder a ordem exata daquilo que se adquiri quando um ser passa a admirar outro. Também não acredito que exista ordem, ou que a ordem possa interferir no resultado. Quando o assunto é admiração, há um conselho indispensável: cuidado com aquilo que você admira. Eu acrescento outro: cuidado com você, quando deixar de admirar algo.
Cá pra nós, é sabido que estamos em constante mudança. O mundo muda, mudamos também. O espelho é um só quanto aos reflexos... Sugiro: analise aquilo que você quer seguir e quando seu anseio for abandonar algo ou alguém, analise a si mesmo.
Cá pra nós, é sabido que estamos em constante mudança. O mundo muda, mudamos também. O espelho é um só quanto aos reflexos... Sugiro: analise aquilo que você quer seguir e quando seu anseio for abandonar algo ou alguém, analise a si mesmo.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Todos estão surdos...

Por Silvio Melo
Hoje pela manhã reli uma carta antiga e me emocionei bastante
Uma carta de um homem bom falando de coisas boas
Uma carta bonita com uma mensagem simples
Mas que estamos muito longe de entendê-la completamente
Nessa carta meu amigo Paulo fala da "causa primeira" de tudo.
Que hoje em dia é deixada por ultimo ou totalmente esquecida.
"É paciente e prestativo; não é invejoso, não se ostenta nem é orgulhoso, nada faz de inconveniente. Não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade: tudo desculpa, tudo crê, tudo espera,tudo suporta " Disse Paulo".
Essas palavras de Paulo me alegram e entristecem ao mesmo tempo.
Tais palavras já foram ditas tantas vezes(talvez não as mesmas), por outro homem bom que na hora em que a carta foi escrita não estava ali fisicamente,
Mas estava presente "tenho absoluta certeza".
Nosso outro amigo lutou sua vida inteira contra as injustiças sociais, raciais, religiosas...
Lutou contra toda forma de preconceito e desigualdade.
Mas foi morto injustamente pelas mesma pessoas as quais veio esclarecer.
Sua mensagem não foi entendida e até hoje continua deturpada e completamente manipulada.
As mesmas coisas que foram severamente combatida por "ELE" agora são justificadas através de manipulações da sua mensagem.
Foi isso o quê me fez entristecer na carta do nosso querido Paulo
"A carta" fala dessa coisa simples em sua essência mas muito complicada na prática.
E nós complicamos tudo, sempre!
"...E de pensar nisso tudo... eu..., homem feito, tive medo e não consegui dormir..."
A mensagem mais bonita saída de boca de um homem!
SENHOR O QUE FIZEMOS COM ELA?
"PERDOAI-VOS, POIS ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM..."
Deixo minha prece em forma de uma música antiga:
[...] Mas meu amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo.
REALMENTE ESTAMOS TODOS SURDOS!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Sete "ViDas"...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Novamente patavinas... rsrsrs
É comum ouvir que os grandes escritores (poetas) se inspiram em momentos de tristeza, nas grandes tribulações. Eu não devo mesmo ser nem escritora, nem poeta. Porque não consigo fazer poesia com a minha dor, tão pouco consigo raciocinar diante de problemas. Gosto mesmo é de escrever quando estou bem, quando estou em paz. Hoje, e há alguns dias atrás, alguns leitores deste espaço, questionaram a minha ausência: descaso; abandono; felicidade em excesso?
A Srta Sabe Tudo aqui,– antes quero pedir desculpas! – informa: pra quem gosta de ler minhas bobagens, alegrem-se vocês não estão órfãos, pelo menos por enquanto! O motivo pelo do desaparecimento é simples: curei minha insônia e com isso descobri que 24 horas já não dá mais pra patavinas, se alguém puder aumentar umas seis horas do meu dia eu agradeço. Falar com Deus, pedir sabedoria, pra administrar melhor o meu tempo ou então devolver minha insônia. Odeio quando não sobra tempo pra fazer as coisas que gosto e meus dias têm sido assim. Durante esse período que estive ausente escrevi alguns textos, porém não foram aprovados pela edição “crítica” da administradora deste blog: a Srta Sussumonte. Segundo ela, o conteúdo era pessoal demais... (risos).
- Bem, aos meus amores, deixo aqui minhas desculpas!E, embora não vá assumir compromisso semanal nem mensal, aviso: estou viva e tentando encontrar um ponto de equilíbrio durante esse tempo.
Love, Su!
A Srta Sabe Tudo aqui,– antes quero pedir desculpas! – informa: pra quem gosta de ler minhas bobagens, alegrem-se vocês não estão órfãos, pelo menos por enquanto! O motivo pelo do desaparecimento é simples: curei minha insônia e com isso descobri que 24 horas já não dá mais pra patavinas, se alguém puder aumentar umas seis horas do meu dia eu agradeço. Falar com Deus, pedir sabedoria, pra administrar melhor o meu tempo ou então devolver minha insônia. Odeio quando não sobra tempo pra fazer as coisas que gosto e meus dias têm sido assim. Durante esse período que estive ausente escrevi alguns textos, porém não foram aprovados pela edição “crítica” da administradora deste blog: a Srta Sussumonte. Segundo ela, o conteúdo era pessoal demais... (risos).
- Bem, aos meus amores, deixo aqui minhas desculpas!E, embora não vá assumir compromisso semanal nem mensal, aviso: estou viva e tentando encontrar um ponto de equilíbrio durante esse tempo.
Love, Su!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Nada em mim
Eu esperando o trem
E o trem indo
Eu esperando o trem vindo
E o trem já partindo
Eu esperando naquela estação
E a estação?
Era eu quem deveria mudar...
Não vem o trem, não é a mesma estação
Não mudou nada, nada em mim.
E o trem indo
Eu esperando o trem vindo
E o trem já partindo
Eu esperando naquela estação
E a estação?
Era eu quem deveria mudar...
Não vem o trem, não é a mesma estação
Não mudou nada, nada em mim.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Só de Sacanagem.
Por Elisa Lucinda
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Anselmo disse adeus...

[...] Matou e morreu; exatamente nessa ordem Anselmo disse adeus: aos fatídicos dias, sim – aos dias que deixavam à mostra suas mazelas –, uma rotina ruminante; sem aparente clemência e sem direito a romaria.
Em seguida a notícia de sua morte, encontrei-me chorando. Digo-lhes, com competência para isso – a morte daquele que desde cedo se matou, escureceu meu dia – eu não esperava que sua morte chegasse assim. Sentirei saudades, porque a juventude é sempre saudosa. Mas lamentarei o desperdício do futuro, a trajetória sem frutos, a estrada vazia... Talvez sua redenção me confortasse: apagaria as dores que sua insanidade causou – Minha mãe, minha irmã, baixem os escudos, pois a morte já é a certeza do amanhã e mesmo depois de acreditar, ainda assim, haverá uma lágrima se não agora, num outro dia perto ou longe daqui – falo como se pedisse indulto ao falecido Anselmo. Pois é. Como podem perceber, este texto é tão pessoal quanto a minha dor – preciso explicar isso – estou tentando falar de uma dor esquisita: lamento a morte de um jovem de 36 anos de idade; ele participou da minha vida; foi meu cunhado durante mais ou menos 13 anos, e ex-cunhado nos últimos 6 anos. Depois que eles acabaram o relacionamento – digo, minha irmã e Anselmo –, nossa família não teve mais contato com ele, somente com os vestígios que ele deixou. Desculpem-me, mas não pretendo dar mais detalhes da participação de Anselmo em nossa família, relatarei apenas a última notícia que chegou: a de sua morte. Ele usava drogas e por isso: minha irmã sofria; minha mãe também; a mãe dele muito mais – meu Deus, a mãe dele, essa sem dúvidas foi quem mais sofreu – enfim, todos os envolvidos sofriam. Quem já conviveu com usuário de drogas, sabe do que estou falando, nesse caso, a morte sempre pareceu secundária a sua própria existência – eles parecem fetos abortados, presos em vidros, como aqueles das feiras de ciências que havia no colegial – se bem, que vocês não saberão ao certo o motivo da morte dele, nem mesmo eu sei. A exatidão que tenho é da vida vã que ele teve, no compasso de seu estigma, durante os anos que participou paralelamente da minha vida, e nesse período sim as drogas eram freqüentes. E é sobre isso que escrevo.
NO COMPASSO DO ESTIGMA
A morte vem lenta, deita.
No compasso do estigma,
Esquece, lembra,
Dorme, acorda.
Ergue, pinta as paredes.
A morte chega, paciência.
Matou e morreu,
Exatamente nessa ordem Anselmo disse adeus.
No compasso do estigma, apagou, acendeu
Ascendeu, apagou
Apagou
Apagou.
- Ouça-me:
A queda sem luta é uma vida sem glórias.
Ache a luz, fique em Paz!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Aonde está você agora além de aqui dentro de mim...

Passados 14 anos - já imaginava antes - a saudade impetuosa revelaria a ausência, a insubstituição da admiração de um ser vivo, agora Mito. Ele me deu duas armas, uma pra cada mão, apontadas em duas direções. Uma mira o sistema, a outra o desamor. Atiraria no podre mundo que avisto, sem dó nem perdão. Seria um tiro bem no meio da testa, o que mais resta a essa terra cheia de fome e desolação. Eu recordo às vezes que meus olhos, olhos de jabuticabas brilhantes, avistavam pela primeira vez seus versos, e ainda aos meus ouvidos, o som de sua voz. Ainda ouso escrever coisas bonitas, falar de amor... Na estante da sala há livros guardados, livros não lidos, há ainda aqueles lidos apenas pela metade. Não foi assim com seus versos, não foi assim com suas músicas, e não haverá de ser! Por isso, a constatação: perder você; Não! Eu não diria isso, mas encontrar você; sim! Encontrar você em mim. "E mesmo sem te ver acho até que estou indo bem". Aonde você estiver, se puder, saberá: aqui há uma orFÃ
Objeto do Desejo

Depois do último encontro, não passou muito tempo – no que se refere a anos –, ela percebeu que estava sozinha, sentada no chão da sala – lembrou que já se sentiu assim antes – olhou para os quatro cantos – era por volta das 21h00 – não viu nada, não viu ninguém. Resmungou os sapatos apertados – tantos calos –, na flecha da luz que atravessava a janela fixou seu olhar, e foi se distanciando daquela cena, entrando em seus pensamentos, deitou-se ali mesmo, adormeceu e sonhou – nada do que for dito daqui pra frente aconteceu – sonhou que estava numa espécie de bosque – eram árvores floridas que nas alturas se cruzavam e deixavam um estreito caminho – um dos cenários mais belos que já pode sentir:
- Levanta-te e vem comigo, tira o invólucro, aqui não há desejo proibido – disse aquele –objeto do desejo – que já havia muito a aguardava ...
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O amor me dá dor de barriga.
A dor na barriga voltou, o estomago mais parece um papel embrulhado, uma bolinha. Dor de barriga violenta, falta de apetite...
Se o amor dói, essa é a dor de amor que sinto... Não é o coração que dói, ao menos não é de lá que vem a minha diarréia. A comida não entra por causa do nó que há na garganta. Estou sem óculos e sem colírio, mas consigo coçar freneticamente os olhos até ficarem bem vermelhos e com isso disfarçar as lágrimas. O amor dói, o amor me dá dor de barriga.
Se o amor dói, essa é a dor de amor que sinto... Não é o coração que dói, ao menos não é de lá que vem a minha diarréia. A comida não entra por causa do nó que há na garganta. Estou sem óculos e sem colírio, mas consigo coçar freneticamente os olhos até ficarem bem vermelhos e com isso disfarçar as lágrimas. O amor dói, o amor me dá dor de barriga.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
É saudade, então...
Eu espero que você não se sinta só essa noite
Porque apesar de estar longe, eu penso em você
E se na hora de dormir lembrar de mim; lembrar dos nossos bons momentos...
Então, lembre-se de vencer a solidão
Eu ficarei contente em saber que você foi dormir sorrindo e não chorando
Deixe que a saudade lhe faça companhia,
Eu, ainda, peço: expulse a solidão! Ela não encontrará paradeiro entre nós.
Porque apesar de estar longe, eu penso em você
E se na hora de dormir lembrar de mim; lembrar dos nossos bons momentos...
Então, lembre-se de vencer a solidão
Eu ficarei contente em saber que você foi dormir sorrindo e não chorando
Deixe que a saudade lhe faça companhia,
Eu, ainda, peço: expulse a solidão! Ela não encontrará paradeiro entre nós.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Tropa de Elite 2
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu, “Pseudocidadã” Brasileira.
.jpg)
Ontem à tarde – será melhor enfatizar-lhes: fim de tarde – saí às ruas para exercer meu direito & obrigação de votar. Verdade seja dita, ainda não tive a convicção que fiz algo prazeroso – nem tinha motivos para tanto – e apesar de não ter encontrado motivos para votar com satisfação (um pouco que fosse), deixei o perrengue de lado, e, imaginando a minha participação num sistema *Democrático Representativo (vide bula), votei!
Embora eu tenha o direito de expressar minha opinião, revelando o nome de cada um dos meus candidatos, ainda assim, não darei nomes aos bois. Não, não direi quais os candidatos tiveram o prazer de receber meu voto. Até mesmo porque, na atual democracia que vivemos, “esses” são fatores irrelevantes – acreditem em mim – A ORDEM DOS POLÍTICOS NÃO ALTERA O RESULTADO - por uma razão simples: os cidadãos brasileiros, não de um modo generalizado, mas a maior parte, são “politicamente analfabetos”, quer seja por comodismo, quer seja por inacessibilidade de conscientização política. Este fato justifica a percepção, e, revisão flutuante da nossa constituição. Na verdade, desde cedo, deveríamos receber orientações sobre a “verdadeira cidadania” o que nos garantiria seu exercício: tomar consciência dos direitos e deveres.
Comparação
*[...] Numa Democracia Representativa, (atual pseudo sistema governamental brasileiro): elegemos nossos representantes e governantes. Sendo eles, integrantes do PODER LEGISLATIVO (aqueles que fazem as leis e votam nelas – deputados, senadores e vereadores) e do PODER EXECUTIVO (administram e governam – prefeitos, governadores e PRESIDENTE DA REPÚBLICA).
É preciso ao povo sair desse estado de alienação e desenvolver uma posição de cidadão. É preciso “urgente” correr atrás, conhecer os direitos ja estabelecidos e quando for “absolutamente necessário” solicitar alterações ante a realidade atual.
Política é ou não é um assunto chato? Quem é o culpado, e ou, responsável por você pensar assim?
Fé em Deus no segundo turno !
... Acabo por aqui por causa do sono! Boa noite, melhor, Bom Dia!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Lá vou eu pro fim do arco-íres!
A primavera chegou e com ela as cores, os perfumes – não, não se trata do novo perfume da O Boticário – eu apenas queria flutuar até alcançar as flores do flamboyant.
Particularmente, isso não é tão importante pra vocês, eu apenas gostaria que entendessem...
Quando a minha mente, de sonhos, inflar; quando eu quiser voar; quando eu quiser morar no fim do arco-íres; quando eu não mais me importar em usar roupas démodé ; quando eu tiver coragem e confessar que nunca tive medo do HOMEM DO SACO – verdade! Eu tenho CORAGEM! Sempre desejei ter participado da Segunda Guerra Mundial apenas pra arrancar, destemidamente, aquele bigodinho ridículo de HITLER –; quando eu acionar minha realidade “alternativa” e simular a felicidade generalizada – apenas me digam que a mente humana é algo tão, tão relativo – não me enganem, não vão querer me interna, vão?!
Na mente não há utopia, fora dela é que há confusão! Eu vou sim, flutuar até alcançar as flores do flamboyant.
Particularmente, isso não é tão importante pra vocês, eu apenas gostaria que entendessem...
Quando a minha mente, de sonhos, inflar; quando eu quiser voar; quando eu quiser morar no fim do arco-íres; quando eu não mais me importar em usar roupas démodé ; quando eu tiver coragem e confessar que nunca tive medo do HOMEM DO SACO – verdade! Eu tenho CORAGEM! Sempre desejei ter participado da Segunda Guerra Mundial apenas pra arrancar, destemidamente, aquele bigodinho ridículo de HITLER –; quando eu acionar minha realidade “alternativa” e simular a felicidade generalizada – apenas me digam que a mente humana é algo tão, tão relativo – não me enganem, não vão querer me interna, vão?!
Na mente não há utopia, fora dela é que há confusão! Eu vou sim, flutuar até alcançar as flores do flamboyant.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Sorria você está sendo filmado
Falácia do espantalho – pra quem não sabe – é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um .oponente. Uma falácia do homem de palha pode ser de fato, uma técnica de retórica bem-sucedida (isto é, pode conseguir convencer as pessoas) .
Não Piter, não sou eu ali! Eu apenas observei o aviso que diz: SORRIA VOCÊ ESTA SENDO FILMADO! A verdade é que aqui dentro, não faz muito tempo, meu coração de pedra foi estraçalhado. Você sabe Piter, eu não gosto da minha tristeza, tão pouco da sua cara de alegria. É difícil assumir o egoísmo, eu sei, mas com você, eu sinto prazer em ser! Eu gosto de pensar apenas em mim, eu gosto de antagonizar meus sentimentos, porque eu descobri que é fácil fingir, difícil é assumir – Piter, isso eu não farei – eu não vou assumir que perdi pra você. Eu vou continuar observando o aviso e recorrendo a falácia do espantalho. Eu vou voltar a escrever meu livro, tentando sempre outro enredo, que não seja esse.
Não Piter, não sou eu ali! Eu apenas observei o aviso que diz: SORRIA VOCÊ ESTA SENDO FILMADO! A verdade é que aqui dentro, não faz muito tempo, meu coração de pedra foi estraçalhado. Você sabe Piter, eu não gosto da minha tristeza, tão pouco da sua cara de alegria. É difícil assumir o egoísmo, eu sei, mas com você, eu sinto prazer em ser! Eu gosto de pensar apenas em mim, eu gosto de antagonizar meus sentimentos, porque eu descobri que é fácil fingir, difícil é assumir – Piter, isso eu não farei – eu não vou assumir que perdi pra você. Eu vou continuar observando o aviso e recorrendo a falácia do espantalho. Eu vou voltar a escrever meu livro, tentando sempre outro enredo, que não seja esse.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Quando a situação está tão estável, e você fica apática...
sussumonte disse (13:38):
- Tô bem, também!
donadanny diz:
- Bem vc está eu sei!
Mas tenho saudade da minha amiga sussu animada!
Faz tempo que não sinto vc animada com alguma coisa...
sussumonte diz:
- Trata-se da situação... Não do ser.
É questão de movimento!
Se não há...
Não dá pra sambar sem samba, entende?!
- Tô bem, também!
donadanny diz:
- Bem vc está eu sei!
Mas tenho saudade da minha amiga sussu animada!
Faz tempo que não sinto vc animada com alguma coisa...
sussumonte diz:
- Trata-se da situação... Não do ser.
É questão de movimento!
Se não há...
Não dá pra sambar sem samba, entende?!
InternaMente...
*[...] Um coração só e vazio
suporta qualquer tempo...
Lá naquela ilha chamada solidão, habitava um naufrago. Um homem forte, guerreiro...
Ele lutava,
Quando havia folhas no chão...
Quando a tempestade caia...
Quando as borboletas o visitavam...
Quando o sol queimava.
Sabia estar só, a soma dos dias aumentava o vazio.
Não houve um dia em que ele não lutasse
- E contra quem o homem lutava?
Contra a ilha chamada solidão?
Contra as folhas?
Contra a tempestade?
Contra as borboletas?
Contra o sol?
Ainda,
Contra ele mesmo?
*[...] Um coração se assombra
com o vulto da própria sombra...
* Versos colhidos no cajueiro.
http://fredcaju.blogspot.com/2010/08/estacoes-e-coracoes.html
suporta qualquer tempo...
Lá naquela ilha chamada solidão, habitava um naufrago. Um homem forte, guerreiro...
Ele lutava,
Quando havia folhas no chão...
Quando a tempestade caia...
Quando as borboletas o visitavam...
Quando o sol queimava.
Sabia estar só, a soma dos dias aumentava o vazio.
Não houve um dia em que ele não lutasse
- E contra quem o homem lutava?
Contra a ilha chamada solidão?
Contra as folhas?
Contra a tempestade?
Contra as borboletas?
Contra o sol?
Ainda,
Contra ele mesmo?
*[...] Um coração se assombra
com o vulto da própria sombra...
* Versos colhidos no cajueiro.
http://fredcaju.blogspot.com/2010/08/estacoes-e-coracoes.html
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Verdades & Relatividades
Talvez, esse texto lhe caia como uma “CONVERSA PARA BOI DORMIR”...
Estava eu, com minhas olheiras, e os pensamentos localizados na parte interior, acima das minhas sobrancelhas de Frida kahlo...
Era acerca de verdades & relatividades que eu pensava.
Embora não tenha ressaltado, outrora – num sábado a tarde – debatíamos: eu; alguns amigos; as taças de vinho tinto e branco; as cervejas e cigarros – para os que, faziam uso – Havia ainda o lustre de $$$$, à meia luz, quase a cair...
- Nayana, sobre aquilo que falei a cerca da verdade / a impressão que tenho de ela ser absoluta./ Ora, pairam algumas dúvidas:
Se não há verdade absoluta, então não há verdade! Logo, tudo na vida é relativo.
Se há verdade, então ela não é relativa, é absoluta! Logo, nem tudo na vida é relativo.
Não vou explicar, porque isso mais parece questão de raciocínio lógico, basta a confusão dada a tarde acima citada.
- Nayana, juro que ainda ando pensando a respeito!
Ando pensando na relatividade dos fatos, melhor dizendo, nos fatos relativos! Afinal, a teoria que tenho de a verdade ser absoluta, é uma visão, por exemplo, que alguns não conseguem enxergar.
Opiniões são, sempre, relativas aos fatos!
Há,de se equiparar verdades absolutas a fatos relativos. Pois evidenciamos variações sofridas, aplicadas às verdades, como mutações decorrentes no processo de evolução humana.
Quanto a veracidade absoluta, nos paradigmas “existentes”, numa sociedade atual, será sempre incontestável!
No entanto, serão eles/os paradigmas/ temporais (relativos). Sim! No que se refere ao processo de variações “existenciais”.
Se é que me entendem... Melhor parar por aqui, antes que eu perceba existir relatividade na minha verdade!(Risos)...
Estava eu, com minhas olheiras, e os pensamentos localizados na parte interior, acima das minhas sobrancelhas de Frida kahlo...
Era acerca de verdades & relatividades que eu pensava.
Embora não tenha ressaltado, outrora – num sábado a tarde – debatíamos: eu; alguns amigos; as taças de vinho tinto e branco; as cervejas e cigarros – para os que, faziam uso – Havia ainda o lustre de $$$$, à meia luz, quase a cair...
- Nayana, sobre aquilo que falei a cerca da verdade / a impressão que tenho de ela ser absoluta./ Ora, pairam algumas dúvidas:
Se não há verdade absoluta, então não há verdade! Logo, tudo na vida é relativo.
Se há verdade, então ela não é relativa, é absoluta! Logo, nem tudo na vida é relativo.
Não vou explicar, porque isso mais parece questão de raciocínio lógico, basta a confusão dada a tarde acima citada.
- Nayana, juro que ainda ando pensando a respeito!
Ando pensando na relatividade dos fatos, melhor dizendo, nos fatos relativos! Afinal, a teoria que tenho de a verdade ser absoluta, é uma visão, por exemplo, que alguns não conseguem enxergar.
Opiniões são, sempre, relativas aos fatos!
Há,de se equiparar verdades absolutas a fatos relativos. Pois evidenciamos variações sofridas, aplicadas às verdades, como mutações decorrentes no processo de evolução humana.
Quanto a veracidade absoluta, nos paradigmas “existentes”, numa sociedade atual, será sempre incontestável!
No entanto, serão eles/os paradigmas/ temporais (relativos). Sim! No que se refere ao processo de variações “existenciais”.
Se é que me entendem... Melhor parar por aqui, antes que eu perceba existir relatividade na minha verdade!(Risos)...
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Breve
As crianças correm pelo campo, parecem felizes – bastaria isso – uma parte do meu esforço recebe a recompensa, a outra lamenta. Aprendi: toda bifurcação requer renuncia, e toda escolha é uma estrada. Com o tempo, eu espero que elas entendam, renovarei nosso lar...
Deus comigo!
Deus comigo!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Meu ódio por você
Sabe aquela pessoa que tira de você o que você tem de pior? Aquela pessoa que gosta de brincar com fogo, que parece ter por objetivo desviar você do caminho correto. Que alimenta um ódio, que sinceramente você não faria questão nenhuma de sentir, porque você sabe, já leu isso em algum lugar: ódio aumenta a probabilidade de adquirir tumores cancerígenos.
Enfim, nessa idade eu descobri: sempre tem alguém que tira você do sério! Descobri também que isso é mais comum do que eu imaginava, descobri que a cadeia está cheia de pessoas ditas normais, pessoas que não teriam coragem de matar uma formiguinha sequer, mas perderam a cabeça, pois o ódio fez a razão ir pro espaço.
Daí, sem outra saída surge a necessidade de você falar com aquela pessoa estúpida, aquela pessoa que tira você do sério... Você liga do celular no modo confidencial pra desviar a repulsa inicial, mas quando diz alô é logo reconhecido e a palavra seguinte é: - Diz! / Vem a sua afirmativa intuitiva, pra extravasar a sensação de nó na garganta do sapo que você terá que engolir: PUTA QUE PARIU!
Eu tenho uma boa sintonia com a natureza e com o mundo animal, eu até aprecio os cavalos, não de um modo geral. Constato que os gestos e expressões de um CAVALO BATIZADO me assustam, ou melhor, irritam-me.
Eu consigo manter meu senso de humor estabilizado para todas as outras coisas, porque de fato já é algo inerente, mas quanto a você: eu tento lembrar que odiar faz mal, mas não sei como evitar, não sei como anular meu ódio por você. Sei que passarei alguns dias, ainda tentando; amenizando essa vontade de evaporar você.
Aff!
Enfim, nessa idade eu descobri: sempre tem alguém que tira você do sério! Descobri também que isso é mais comum do que eu imaginava, descobri que a cadeia está cheia de pessoas ditas normais, pessoas que não teriam coragem de matar uma formiguinha sequer, mas perderam a cabeça, pois o ódio fez a razão ir pro espaço.
Daí, sem outra saída surge a necessidade de você falar com aquela pessoa estúpida, aquela pessoa que tira você do sério... Você liga do celular no modo confidencial pra desviar a repulsa inicial, mas quando diz alô é logo reconhecido e a palavra seguinte é: - Diz! / Vem a sua afirmativa intuitiva, pra extravasar a sensação de nó na garganta do sapo que você terá que engolir: PUTA QUE PARIU!
Eu tenho uma boa sintonia com a natureza e com o mundo animal, eu até aprecio os cavalos, não de um modo geral. Constato que os gestos e expressões de um CAVALO BATIZADO me assustam, ou melhor, irritam-me.
Eu consigo manter meu senso de humor estabilizado para todas as outras coisas, porque de fato já é algo inerente, mas quanto a você: eu tento lembrar que odiar faz mal, mas não sei como evitar, não sei como anular meu ódio por você. Sei que passarei alguns dias, ainda tentando; amenizando essa vontade de evaporar você.
Aff!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Motivos para você, torcedor...
Coincidência ou não o “polvo macumbeiro” previu a vitória de Fernando Alonso ontem no GP da Alemanha de 2010 (risos). Calma isso não é um fato confirmado, mas... O Brasil conquistou o nono título da Liga Mundial e isso sim, não foi previsto. Cala-te boca!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Copa 2010...

Francamente, eu não sei o que é pior pra se acreditar: Num polvo macumbeiro “praticamente um Chico Xavier”, ou, numa copa previsível e comprada. Será que tudo isso foi verdade, ou eu estou exagerando? Contra fatos não há argumentos! Deve mesmo, ser minha dor de cotovelo, ainda brasileira. Uma coisa eu garanto, pra eu acreditar nesse polvo, não duvidarei mais das sereias e do boto que vira homem.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
CARAPUÇA...
Hoje eu não aconselho a ler esse texto, pessoas que não gostam, por alguma razão ou não, de mim.
Tenho uma imagem a zelar e por isso antes das próximas palavras ressalto o ato com um pleonasmo em negrito: esse texto foi feito “exclusivamente” para os que me conhecem e me amam.
Desde a última terça feira (29/06/10), quis me dedicar a uma representação textual sobre “eu & meus amigos”. E como é sabido, tenho uma grande dificuldade quanto a isso (risos). Mas, a vontade permaneceu e, somente no intuito de alimentar a peripécia, é que resolvi ceder à gestualidade colocando a carapuça: Eu não mereço tanto!
Eu me considero uma privilegiada, pois além de ter muitos amigos eles são especiais e inteligentíssimos. Isso fugindo, é claro, da regra onde “os opostos se atraem”. Tenho sorte, eu sei, ao repelir os energúmenos de plantão – cá pra nós – comigo, só tem sangue bom! Ninguém se torna meu amigo por acaso, é uma adesão acertada e assertiva sem trocadilhos.
Há, particularmente, uma opinião unanime entre meus amigos, – você entendeu o que está escrito em negrito novamente? Instruções: se você entendeu continue lendo o texto, se “não”, por favor, vá para o último parágrafo do texto; se insistir em ler, eu garanto, você não entenderá as próximas linhas – para eles, sou afável, cativante, criativa e de língua muito afiada “podendo inclusive ser hostil quando, devidamente, necessário”. Para mim, opiniões como essas, dentre outras que possam surgir “desde que”, vindas de pessoas que realmente me amam, servem para suprir minhas pautas autocríticas e, garanto a todos, as demais além de infundadas nutrem a carência do próprio autor quanto a mim. Um grande engano! Mas, nada de se estranhar, são atitudes inerentes ao perfil dos quadrúpedes.
Sim, estou irritada! E não era pra tanto, não era mesmo! Mas de uma maneira rebuscada eu tento chancelar essa ré. Não duvide, sei fazer isso como ninguém! É que, além disso, que se ler há o que se sente.
Eu costumo dá mais atenção as coisas boas da vida, por isso volto a falar: tenho muitos amigos, uma linda família, saúde, paz, felicidade... (e a reticência é para as demais não mencionadas). Mas, o bom mesmo em minha “humilde” opinião, é que apesar de ter todas essas coisas em abundância, sempre ganho mais. Talvez, porque o feitiço vira “sempre” contra o feiticeiro.
Este, é o ultimo parágrafo do texto. Portanto, que fique bem claro: Expurgo diariamente “minha pessoinha” do mau agouro!
Tenho uma imagem a zelar e por isso antes das próximas palavras ressalto o ato com um pleonasmo em negrito: esse texto foi feito “exclusivamente” para os que me conhecem e me amam.
Desde a última terça feira (29/06/10), quis me dedicar a uma representação textual sobre “eu & meus amigos”. E como é sabido, tenho uma grande dificuldade quanto a isso (risos). Mas, a vontade permaneceu e, somente no intuito de alimentar a peripécia, é que resolvi ceder à gestualidade colocando a carapuça: Eu não mereço tanto!
Eu me considero uma privilegiada, pois além de ter muitos amigos eles são especiais e inteligentíssimos. Isso fugindo, é claro, da regra onde “os opostos se atraem”. Tenho sorte, eu sei, ao repelir os energúmenos de plantão – cá pra nós – comigo, só tem sangue bom! Ninguém se torna meu amigo por acaso, é uma adesão acertada e assertiva sem trocadilhos.
Há, particularmente, uma opinião unanime entre meus amigos, – você entendeu o que está escrito em negrito novamente? Instruções: se você entendeu continue lendo o texto, se “não”, por favor, vá para o último parágrafo do texto; se insistir em ler, eu garanto, você não entenderá as próximas linhas – para eles, sou afável, cativante, criativa e de língua muito afiada “podendo inclusive ser hostil quando, devidamente, necessário”. Para mim, opiniões como essas, dentre outras que possam surgir “desde que”, vindas de pessoas que realmente me amam, servem para suprir minhas pautas autocríticas e, garanto a todos, as demais além de infundadas nutrem a carência do próprio autor quanto a mim. Um grande engano! Mas, nada de se estranhar, são atitudes inerentes ao perfil dos quadrúpedes.
Sim, estou irritada! E não era pra tanto, não era mesmo! Mas de uma maneira rebuscada eu tento chancelar essa ré. Não duvide, sei fazer isso como ninguém! É que, além disso, que se ler há o que se sente.
Eu costumo dá mais atenção as coisas boas da vida, por isso volto a falar: tenho muitos amigos, uma linda família, saúde, paz, felicidade... (e a reticência é para as demais não mencionadas). Mas, o bom mesmo em minha “humilde” opinião, é que apesar de ter todas essas coisas em abundância, sempre ganho mais. Talvez, porque o feitiço vira “sempre” contra o feiticeiro.
Este, é o ultimo parágrafo do texto. Portanto, que fique bem claro: Expurgo diariamente “minha pessoinha” do mau agouro!
terça-feira, 22 de junho de 2010
InternaMente
Uma noite de sono por um texto, assim se deu a troca. No movimento das minhas mãos estou aqui novamente a escrever. Não que eu tenha algo interessante a dizer, mas sim porque nunca encontrei melhor forma de esvair as palavras que correm soltas por minha mente - Não! Meu time não perdeu, e hoje não me sinto injustiçada, também não se trata de nenhum tipo de indulto. Eis que desde o amanhecer a saudade me pediu para abrandar esse coração...
De repente, com o vento frio, que vem lá do horizonte, fiquei a lembrar daquele sol que nasce na praia. O sol das memoráveis manhãs. A intensa sensação de liberdade, dada aos cabelos jogados ao vento, arranca por segundos o apego insalubre do meu ser. Eu recordo minha infância e evoco minha inocência.
Percebi: os anos passam e emendam meu ser! E nessa dimensão seria mais eu, ali ou aqui? Por certo algumas recordações enfurecem o presente e isso nunca será algo tranqüilo pra mim, ainda mais quando volto aos erros que cometi. Mas e daí? Há leveza no meu ser, tenho essa sorte! Nada abranda tanto meu coração quanto o meu sorriso, ele que ora, remanesce sem juízo. É renuncia da dor. Nele há singularidade, que seja assim: de canto a canto; desvairado; indecente à tristeza; solene a minha existência.
VIDA LONGA!
De repente, com o vento frio, que vem lá do horizonte, fiquei a lembrar daquele sol que nasce na praia. O sol das memoráveis manhãs. A intensa sensação de liberdade, dada aos cabelos jogados ao vento, arranca por segundos o apego insalubre do meu ser. Eu recordo minha infância e evoco minha inocência.
Percebi: os anos passam e emendam meu ser! E nessa dimensão seria mais eu, ali ou aqui? Por certo algumas recordações enfurecem o presente e isso nunca será algo tranqüilo pra mim, ainda mais quando volto aos erros que cometi. Mas e daí? Há leveza no meu ser, tenho essa sorte! Nada abranda tanto meu coração quanto o meu sorriso, ele que ora, remanesce sem juízo. É renuncia da dor. Nele há singularidade, que seja assim: de canto a canto; desvairado; indecente à tristeza; solene a minha existência.
VIDA LONGA!
domingo, 23 de maio de 2010
Reforma psiquiátrica: “É bom pra quem"?
por Nayana(Nay) Pedrosa
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Na disciplina de psicopatologia temos que realizar anamnese, que é um tipo de entrevista, com os internos do Hospital Ulysses Pernambucano. Geralmente eles respondem oralmente, porém, teve um que se sentia melhor escrevendo do que falando. Uma estudante, no entanto, ficou insistindo para que ele falasse já que desse jeito era o melhor. Aí, ele perguntou: é melhor pra quem? Pra mim ou pra você? Esse fato pode parecer sem importância pra muita gente ou pode ser um exemplo de como é difícil entender que os/as loucos/as [ou as pessoas que sofrem de transtornos mentais] também são pessoas que não precisam, necessariamente, viver isoladas do mundo num hospital psiquiátrico ou que não podem falar/decidir sobre si e/ou seu “tratamento”. O saber psiquiátrico, além de classificar os transtornos, também divide as pessoas em dois grupos: as que possuem liberdade de ir e vir, pois se enquadram nos parâmetros de racionalidade e as que, por um motivo dito exclusivamente orgânico, não são racionais e não devem transitar entre/com as que são. A reforma psiquiátrica vem justamente questionar essa segregação e, consequentemente, a privação da liberdade dos/as loucos/as. É melhor pra quem que haja um determinado tipo de tratamento que exclui a loucura do cotidiano? Para a sociedade que se angustia e se sente ameaçada pelas subversões da loucura ou para os loucos/as que perdem seus laços sociais e a liberdade de ir e vir? Amanhã, 18 de maio, é o dia da luta antimanicomial, um movimento que pretende construir um outro modelo de atenção para a loucura e os transtornos mentais. Um modelo que procura ser mais tolerante com os que sofrem e que também procura resgatar [ou criar] a idéia de que os/as loucos também são sujeitos
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Na disciplina de psicopatologia temos que realizar anamnese, que é um tipo de entrevista, com os internos do Hospital Ulysses Pernambucano. Geralmente eles respondem oralmente, porém, teve um que se sentia melhor escrevendo do que falando. Uma estudante, no entanto, ficou insistindo para que ele falasse já que desse jeito era o melhor. Aí, ele perguntou: é melhor pra quem? Pra mim ou pra você? Esse fato pode parecer sem importância pra muita gente ou pode ser um exemplo de como é difícil entender que os/as loucos/as [ou as pessoas que sofrem de transtornos mentais] também são pessoas que não precisam, necessariamente, viver isoladas do mundo num hospital psiquiátrico ou que não podem falar/decidir sobre si e/ou seu “tratamento”. O saber psiquiátrico, além de classificar os transtornos, também divide as pessoas em dois grupos: as que possuem liberdade de ir e vir, pois se enquadram nos parâmetros de racionalidade e as que, por um motivo dito exclusivamente orgânico, não são racionais e não devem transitar entre/com as que são. A reforma psiquiátrica vem justamente questionar essa segregação e, consequentemente, a privação da liberdade dos/as loucos/as. É melhor pra quem que haja um determinado tipo de tratamento que exclui a loucura do cotidiano? Para a sociedade que se angustia e se sente ameaçada pelas subversões da loucura ou para os loucos/as que perdem seus laços sociais e a liberdade de ir e vir? Amanhã, 18 de maio, é o dia da luta antimanicomial, um movimento que pretende construir um outro modelo de atenção para a loucura e os transtornos mentais. Um modelo que procura ser mais tolerante com os que sofrem e que também procura resgatar [ou criar] a idéia de que os/as loucos também são sujeitos
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Verde e Amarelo (e azul, e branco)...

Vivemos um momento de expectativa excitante, o momento em que nós brasileiros, transformamos nosso mundo numa bola de futebol...
Daqui pra frente será assim: as cores verde, amarelo, azul e branco tomarão as ruas do nosso Brasil. E quem não gostar de copa do mundo bom “sujeito brasileiro” não é! Somos tão críticos (rsrsr), mas não vamos criticar a lista dos jogadores selecionados por nosso técnico DUNGA, a lista foi divulgada na ultima terça feira à tarde – eu não ousaria; até mesmo porque sou mulher, não entendo patavina de futebol, mas de uma coisa eu entendo, entendo de copa do mundo, de um modo geral quando o assunto é copa, eu entendo! – E nós, mulheres, sabemos da postura que devemos ter diante dos homens na hora do jogo, quer seja num bar ou em casa mesmo. A situação requer o seguinte: entrar muda, gritar GOOOOL e sair calada. Nessas horas, a mulher, assim como todas as outras coisas, torna-se para o homem algo divinamente nanico e insignificante. Mas certamente, nós mulheres não ficaremos tristes por isso, afinal o Kaká continua na lista dos convocados e estamos falando mesmo é de COPA DO MUNDO, e para tantos, nesse momento, somos todos brasileiros, com um motivo nato de comemoração: ver nossa seleção jogar. Apesar de o momento reviver as cores de nossa bandeira, devemos esquecer o amarelão que alguns dos jogadores de copas passadas tiveram, é hora de cruzar os dedos ficar na torcida.
Quando, nas ruas do nosso Brasil, os jovens, as crianças, os idosos, toda nossa gente se reuni... Quando adoramos ser brasileiros... Quando deixamos à mostra emoção e o orgulho através de caras pintadas e vestes nas cores de nossa bandeira. Quando esses sintomas aparecem – é tempo de COPA DO MUNDO – em dias assim não somos apenas “BRASIL”, somos também “BRAZIL”, desencadeia-se um desejo de conquistar o primeiro lugar no mundo - Adoramos dias de COPA DO MUNDO, adoramos torcer por nossa seleção.
Vamos ser novamente BRASIL e BRAZIL!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Médio pensamento, contínuo...
Interna Mente...
por Sussumonte
Ontem, fiquei impedida de sair de casa por causa de uma crise existencial. Com medo de ficar perdida nas ruas, sem direção, ou, pior ainda, sem saber como retornar à minha casa. Preferi não arriscar em ir à casa de D. Gigi a quem por sinal, devo minhas desculpas – Perdoe-me D. Gigi, espero que essa atitude tenha sido inócua (palavra usada de acordo com o nível intelectual de D. Dona Gigi), o bom é que a iniciativa foi oportuna, afinal isso a motivou a fazer aquela faxina, pena que eu não pude sujar o seu xaxim – a propósito, passado "os maus bocados" devo agradecer a minha crise existencial por ter me rendido esse texto.
...Quando falamos de solidão, num primeiro olhar, ao molde formal, logo imaginamos um “ser que vive só, sem alguém”. No entanto, com um pouco mais de afinco, é possível, perceber-se só em meio à multidão. Sem ser necessário procurar outro significado, de maneira mais explícita, ocorre-nos que a solidão aconteça na ausência de “alguém em específico” – sendo por essa e outras razões, chego novamente à conclusão que alguns sinônimos “tanto de palavras, quanto de pessoas” devam ser sempre revistos –, é realmente abusivo afirmar que uma pessoa vive numa solidão porque vive só; quando na verdade, ausentando-se o primeiro caso, ela pode estar bem melhor acompanhada, por si mesma, que por muitos que a circunde.
A solidão não é “gentil”, mas é bem companheira. Ela nos trás tristezas e remete-nos a uma saudade melancólica. Ela nos causa a falsa impressão que necessitamos de algo ou alguém, de preferência que não esteja por perto naquele momento. Ela nos deixa numa crise existencial sem sabermos quem são, e aonde estão nossos amigos. Ela mastiga nossa autoestima e faz aquela frase – Eu me basto! – parecer uma das frases mais idiotas que você já ouviu em toda sua vida. Seja na ociosidade ou no excesso ela pode lhe acometer. Não é por acaso que a solidão é um dos males que mais aflige o ser humano.
- Por incrível que pareça, apesar de ter muitos amigos e amores, algumas tardes (mesmo aquelas de céu azul e sol forte) são, para mim, escuras como a noite. Ainda bem, que se trata de uma exceção. Sinceramente? - Odeio os feriados quando estou desacompanhada, nessas horas eu descubro o quanto “eu não me basto!” Até mais.
por Sussumonte
Ontem, fiquei impedida de sair de casa por causa de uma crise existencial. Com medo de ficar perdida nas ruas, sem direção, ou, pior ainda, sem saber como retornar à minha casa. Preferi não arriscar em ir à casa de D. Gigi a quem por sinal, devo minhas desculpas – Perdoe-me D. Gigi, espero que essa atitude tenha sido inócua (palavra usada de acordo com o nível intelectual de D. Dona Gigi), o bom é que a iniciativa foi oportuna, afinal isso a motivou a fazer aquela faxina, pena que eu não pude sujar o seu xaxim – a propósito, passado "os maus bocados" devo agradecer a minha crise existencial por ter me rendido esse texto.
...Quando falamos de solidão, num primeiro olhar, ao molde formal, logo imaginamos um “ser que vive só, sem alguém”. No entanto, com um pouco mais de afinco, é possível, perceber-se só em meio à multidão. Sem ser necessário procurar outro significado, de maneira mais explícita, ocorre-nos que a solidão aconteça na ausência de “alguém em específico” – sendo por essa e outras razões, chego novamente à conclusão que alguns sinônimos “tanto de palavras, quanto de pessoas” devam ser sempre revistos –, é realmente abusivo afirmar que uma pessoa vive numa solidão porque vive só; quando na verdade, ausentando-se o primeiro caso, ela pode estar bem melhor acompanhada, por si mesma, que por muitos que a circunde.
A solidão não é “gentil”, mas é bem companheira. Ela nos trás tristezas e remete-nos a uma saudade melancólica. Ela nos causa a falsa impressão que necessitamos de algo ou alguém, de preferência que não esteja por perto naquele momento. Ela nos deixa numa crise existencial sem sabermos quem são, e aonde estão nossos amigos. Ela mastiga nossa autoestima e faz aquela frase – Eu me basto! – parecer uma das frases mais idiotas que você já ouviu em toda sua vida. Seja na ociosidade ou no excesso ela pode lhe acometer. Não é por acaso que a solidão é um dos males que mais aflige o ser humano.
- Por incrível que pareça, apesar de ter muitos amigos e amores, algumas tardes (mesmo aquelas de céu azul e sol forte) são, para mim, escuras como a noite. Ainda bem, que se trata de uma exceção. Sinceramente? - Odeio os feriados quando estou desacompanhada, nessas horas eu descubro o quanto “eu não me basto!” Até mais.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Pelo amor de Deus, perdoe-me João!
Bom não ter companhia essa tarde, porque têm coisas que só consigo fazer sozinha. A presença de alguém inibe minhas conversas com o espelho do banheiro, além dos monólogos por toda casa. Muita gente diria que sou maluca se existissem câmeras espalhadas por aqui. No fundo acredito que maluca devo ser, ao menos um pouco. Numa dessas conversas (as de hoje à tarde), falei pro meu espelho – não me olhe assim, nem tudo foi culpa minha! – agradeço boa parte da minha resignação, a mania que tenho de aceitar sentimentos monopolizados, embora eu não encontre alternativa. Afinal, qual sentimento me foi dado de acordo com os critérios que eu determinei? Resposta: Nenhum!
Vou deixar de conversa fiada – francamente esse texto não tem nada a ver com o que escrevi aí em cima, mania de ser prolixa – o assunto é o seguinte, andei muito triste com uma barbaridade que ouvi no fim de semana passado, não sei se isso já aconteceu com vocês, se já aconteceu de alguém lhe culpar por ser infeliz. A questão é, sobre a imputação pela “infelicidade alheia”, queria me defender e dizer que não houve dolo. Nossa! Como é ruim ser indeferida por alguém a quem você quis velar – foi como servir “suco de uva” a João à mesa e, sem querer, derrama o suco por sua blusa branca – desastrada, isso que sou!
Na verdade ISSO que sou, desastrada, mas não é assim que me sinto, ou pelo menos que João fez eu me sentir... Sinto-me culpada, constrangida. Se eu pudesse voltar ao tempo lhe juro “quem iria à Cochinchina seria eu”, se pudesse desviaria daquela direção. Infelizmente não tenho alternativas a oferecer; perdão não funciona, lamentar muito menos – mandar-lhe flores com chocolates, só lhe faria engordar – que tal um “chiclete mascado” com uma promessa? Cole-o na janela do seu quarto e tenha a garantia que enquanto ele não se decompor eu não lhe farei visitas...
... mas João, se ainda assim o chiclete mascado lhe trouxer lembranças minha, considere-o “etc ” das nossas desventuras e – pelo amor de Deus, perdoe-me João! – aceite de uma vez por todas que não poderíamos adivinhar que não "fomos assim... feitos um para o outro".
A tampa é menor que a panela!
Classificação do texto:(besteirol...)
Vou deixar de conversa fiada – francamente esse texto não tem nada a ver com o que escrevi aí em cima, mania de ser prolixa – o assunto é o seguinte, andei muito triste com uma barbaridade que ouvi no fim de semana passado, não sei se isso já aconteceu com vocês, se já aconteceu de alguém lhe culpar por ser infeliz. A questão é, sobre a imputação pela “infelicidade alheia”, queria me defender e dizer que não houve dolo. Nossa! Como é ruim ser indeferida por alguém a quem você quis velar – foi como servir “suco de uva” a João à mesa e, sem querer, derrama o suco por sua blusa branca – desastrada, isso que sou!
Na verdade ISSO que sou, desastrada, mas não é assim que me sinto, ou pelo menos que João fez eu me sentir... Sinto-me culpada, constrangida. Se eu pudesse voltar ao tempo lhe juro “quem iria à Cochinchina seria eu”, se pudesse desviaria daquela direção. Infelizmente não tenho alternativas a oferecer; perdão não funciona, lamentar muito menos – mandar-lhe flores com chocolates, só lhe faria engordar – que tal um “chiclete mascado” com uma promessa? Cole-o na janela do seu quarto e tenha a garantia que enquanto ele não se decompor eu não lhe farei visitas...
... mas João, se ainda assim o chiclete mascado lhe trouxer lembranças minha, considere-o “etc ” das nossas desventuras e – pelo amor de Deus, perdoe-me João! – aceite de uma vez por todas que não poderíamos adivinhar que não "fomos assim... feitos um para o outro".
A tampa é menor que a panela!
Classificação do texto:(besteirol...)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Vá pra lá, por favor...
por Sussumonte

A você que não cheira nem fede
Você que não é doce nem salgado
Você que não é assim como “o bife do meu almoço”
Você que nunca me pegou, e certamente nunca me pegará de surpresa com suas descobertas primárias e tardias “de que o mundo tem formato redondo e gira”
Você que simplesmente participa da minha vida porque deve ser “sinceramente” parte de algum carma “fuderosíssimo”
A você que nunca entendeu o que eu falo, peço desesperadamente que entenda o meu atual, real e simples desejo:
Segundo a pesquisa que eu fiz ao Google,(http://pt.wikipedia.org/wiki/Cochinchina), a Cochinchina existe, essa imagem logo acima do texto, é a sua bandeira, e é pra lá que eu gostaria que você fosse...

A você que não cheira nem fede
Você que não é doce nem salgado
Você que não é assim como “o bife do meu almoço”
Você que nunca me pegou, e certamente nunca me pegará de surpresa com suas descobertas primárias e tardias “de que o mundo tem formato redondo e gira”
Você que simplesmente participa da minha vida porque deve ser “sinceramente” parte de algum carma “fuderosíssimo”
A você que nunca entendeu o que eu falo, peço desesperadamente que entenda o meu atual, real e simples desejo:
Segundo a pesquisa que eu fiz ao Google,(http://pt.wikipedia.org/wiki/Cochinchina), a Cochinchina existe, essa imagem logo acima do texto, é a sua bandeira, e é pra lá que eu gostaria que você fosse...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Perguntas postiças (parte I)
por Sussumonte
- Olá Amélia, como vai? Tudo bem?
– Oi Drica, eu estou mais ou menos...
– Sua mãe como está? E sua irmã? As crianças, elas estão bem? Beijo, eu preciso ir...
- É, já que insisti em saber, estão todos...
A resposta que Amélia queria dá a Drica:
-Drica, foi tão rápido aquele nosso encontro outro dia, e talvez você nem tenha percebido uma tristeza em meu semblante. Drica, semana passada o meu gatinho “frajola” morreu; você também não perguntou por meu marido, Drica. Amiga, eu fui “traída,” o filho da puta do Paulão colocou um belo par de chifres em mim e foi morar com uma rapariga, Drica. Ainda não descobri quem é a “Puta” que está com ele. Ai amiga, ele já tirou todas as roupas do guarda roupa, estou arrasada Drica!
A pergunta que Drica esqueceu de fazer:- Será que o Paulão não deixou por lá, uma camisa do Sport, ele está sentido a maior falta dela?
- Olá Amélia, como vai? Tudo bem?
– Oi Drica, eu estou mais ou menos...
– Sua mãe como está? E sua irmã? As crianças, elas estão bem? Beijo, eu preciso ir...
- É, já que insisti em saber, estão todos...
A resposta que Amélia queria dá a Drica:
-Drica, foi tão rápido aquele nosso encontro outro dia, e talvez você nem tenha percebido uma tristeza em meu semblante. Drica, semana passada o meu gatinho “frajola” morreu; você também não perguntou por meu marido, Drica. Amiga, eu fui “traída,” o filho da puta do Paulão colocou um belo par de chifres em mim e foi morar com uma rapariga, Drica. Ainda não descobri quem é a “Puta” que está com ele. Ai amiga, ele já tirou todas as roupas do guarda roupa, estou arrasada Drica!
A pergunta que Drica esqueceu de fazer:- Será que o Paulão não deixou por lá, uma camisa do Sport, ele está sentido a maior falta dela?
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O MUNDO VAI ACABAR OU NÃO VAI?
Ando assustada com as notícias nos telejornais sobre os desastres ocorrentes. Algumas idéias podem desparafusar sua cabeça de tanto que faz você pensar. Esse agendamento para o Fim do Mundo em dez. de “2012” tem mexido demais com meu juízo.
O mundo vai acabar: segundo os Maias; Nostradamus; o apocalipse; segundo as imagens que ultimamente vejo na TV, e segundo a minha vizinha do “103”...
Eu já tive um sonho assim – desses sonhos assustadores, onde têm Tsunami, furacão, muita gente desesperada e o céu cai sobre nossas cabeças– melhor dizendo, não se tratava de sonho e sim de um pesadelo. Lembro muito bem, que no sonho havia tanta gente transtornada, uma multidão envolta por um desalento querendo salvar seus filhos e animais de estimação, e ainda no meio de todo aquele caos, Deus aparecia em forma de um grande pássaro negro – que transmitia muito medo, não temor – e toda aquela gente não tinham pra onde ir... Por sorte minha, acordei antes de morre. Eu devia ter por volta dos meus 12, 13 anos (não faz muito tempo assim), nunca esqueci esse terrível pesadelo.
A grande questão: O mundo vai acabar ou não vai?
- Bem, eu não sei se o mundo vai acabar! Ninguém sabe! O fato é que durante muito tempo esperei que o céu mudasse de cor e O Grande Cataclismo acontecesse acabando com tudo em volta, passaram-se alguns anos – e como pra mim, um ano representa muito tempo – eu percebi que esperar poderia levar embora anos da minha vida.
Falando sério...
Por esses dias, pensei: quantas pessoas continuam aguardando o FIM DO MUNDO. Elas ficam paradas, afim que o mundo se exploda e assim vão acabando com ele... Eu sei que já está manjado esse papo de: não jogue lixo nas vias públicas porque entope as canaletas; faça xixi no banho e economize água (ao menos da descarga) porque futuramente ela será escassa (aliás, já é...); deixe seu carro na garagem e vá ao trabalho uma vez por semana de bicicleta isso diminuirá os efeitos danosos dos gases poluentes à camada de ozônio...
A minha vizinha do 103...
Dona Marília, anda pouco preocupada com essa história, ela é evangélica e – isso que vou dizer agora não tem a ver com o fato de ela ser evangélica – a cada novo terremoto/ enchente acompanhada de desmoronamento/ furacão.../ enfim, a todo fenômeno físico catastrófico que acontece, paira sobre ela um fatalismo, a consignação do apocalipse, ela ressoa:
- É O FIM DOS TEMPOS MINHA FILHA, OS JUSTOS SERÃO SALVOS! – Talvez, ela tenha se arrependido de todos os seus pecados ao catalogá-los um a um, mesmo aqueles mais distantes, aliás, isso parece ser sua tarefa de casa (olhar seus próprios erros), do contrário, fico eu olhando da minha varanda “meia dúzia” de idiotas jogarem as latinhas dos refrigerantes que consumiram na lanchonete ao lado, na calçada do meu prédio. – E puta merda! – Há um depósito de lixo bem ao lado...
Tudo pode ser menos catastrófico...
Não podemos remeter a Deus, ou a nós mesmo a responsabilidade por esses fenômenos. Se o mundo está acabando – funciona como num fim de um relacionamento, não há em quem colocar a culpa – Em qualquer que seja a situação, procurar culpados é sempre ineficiente quando, o que se necessita são reparos. Eficaz é achar soluções, e se cada um, dentre tantas boas ações que se têm pra fazer, ao menos fizesse a sua parte, o mundo agradeceria. Se todos levassem mais a sério o nosso planeta, por certo, seríamos compensados com menos episódios catastróficos, ou ao menos seríamos eximidos de toda culpa.
Minha grande preocupação...
- Deus, será que eu serei salva?
O mundo vai acabar: segundo os Maias; Nostradamus; o apocalipse; segundo as imagens que ultimamente vejo na TV, e segundo a minha vizinha do “103”...
Eu já tive um sonho assim – desses sonhos assustadores, onde têm Tsunami, furacão, muita gente desesperada e o céu cai sobre nossas cabeças– melhor dizendo, não se tratava de sonho e sim de um pesadelo. Lembro muito bem, que no sonho havia tanta gente transtornada, uma multidão envolta por um desalento querendo salvar seus filhos e animais de estimação, e ainda no meio de todo aquele caos, Deus aparecia em forma de um grande pássaro negro – que transmitia muito medo, não temor – e toda aquela gente não tinham pra onde ir... Por sorte minha, acordei antes de morre. Eu devia ter por volta dos meus 12, 13 anos (não faz muito tempo assim), nunca esqueci esse terrível pesadelo.
A grande questão: O mundo vai acabar ou não vai?
- Bem, eu não sei se o mundo vai acabar! Ninguém sabe! O fato é que durante muito tempo esperei que o céu mudasse de cor e O Grande Cataclismo acontecesse acabando com tudo em volta, passaram-se alguns anos – e como pra mim, um ano representa muito tempo – eu percebi que esperar poderia levar embora anos da minha vida.
Falando sério...
Por esses dias, pensei: quantas pessoas continuam aguardando o FIM DO MUNDO. Elas ficam paradas, afim que o mundo se exploda e assim vão acabando com ele... Eu sei que já está manjado esse papo de: não jogue lixo nas vias públicas porque entope as canaletas; faça xixi no banho e economize água (ao menos da descarga) porque futuramente ela será escassa (aliás, já é...); deixe seu carro na garagem e vá ao trabalho uma vez por semana de bicicleta isso diminuirá os efeitos danosos dos gases poluentes à camada de ozônio...
A minha vizinha do 103...
Dona Marília, anda pouco preocupada com essa história, ela é evangélica e – isso que vou dizer agora não tem a ver com o fato de ela ser evangélica – a cada novo terremoto/ enchente acompanhada de desmoronamento/ furacão.../ enfim, a todo fenômeno físico catastrófico que acontece, paira sobre ela um fatalismo, a consignação do apocalipse, ela ressoa:
- É O FIM DOS TEMPOS MINHA FILHA, OS JUSTOS SERÃO SALVOS! – Talvez, ela tenha se arrependido de todos os seus pecados ao catalogá-los um a um, mesmo aqueles mais distantes, aliás, isso parece ser sua tarefa de casa (olhar seus próprios erros), do contrário, fico eu olhando da minha varanda “meia dúzia” de idiotas jogarem as latinhas dos refrigerantes que consumiram na lanchonete ao lado, na calçada do meu prédio. – E puta merda! – Há um depósito de lixo bem ao lado...
Tudo pode ser menos catastrófico...
Não podemos remeter a Deus, ou a nós mesmo a responsabilidade por esses fenômenos. Se o mundo está acabando – funciona como num fim de um relacionamento, não há em quem colocar a culpa – Em qualquer que seja a situação, procurar culpados é sempre ineficiente quando, o que se necessita são reparos. Eficaz é achar soluções, e se cada um, dentre tantas boas ações que se têm pra fazer, ao menos fizesse a sua parte, o mundo agradeceria. Se todos levassem mais a sério o nosso planeta, por certo, seríamos compensados com menos episódios catastróficos, ou ao menos seríamos eximidos de toda culpa.
Minha grande preocupação...
- Deus, será que eu serei salva?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
NÃO ME ENVERGONHO DE MUDAR DE IDÉIA PORQUE NÃO ME ENVERGONHO DE PENSAR. (Pascal)
Para alguns seres humanos, talvez fosse mais fácil não pensar (se pudessem não existir). Se para existir precisasse ser habilitado, tipo: “aprender a pensar antes”. Se existir não fosse, na sua semântica, “TER EXISTÊNCIA REAL, VIVER, DURAR, PERMANECER, SUBSISTIR.” Existir dá um trabalho danado, mas não precisa de licença prévia (é uma pena). Daí o termo “PENSO LOGO EXISTO” retrata nossa existência dentro da condição de pensar, independente daquilo que se pensa. O ser humano, pensando, reúne certa quantidade de idéias, e determina a sua existência. Assim, por exemplo, as crianças existem; apesar de seus pensamentos imaturos e confusos, elas agem desprovidas do medo de acordo com seu mundo inanimado. Para citarmos outro exemplo – um psicopata, antes, ordena e confabula seus crimes dentro de seu pensamento, depois os executa – Outro exemplo ainda é o de Fulaninha(burrinha) – que eu não quero citar o nome para não parecer pessoal, e acreditem não é – ela gosta de usar uma frase clichê: -“não me arrependo das coisas que fiz e sim das coisas que deixei de fazer por medo de me arrepender” – Vamos para o ultimo termo, há de se imaginar que a falta de atitude daqueles que desperdiçaram uma oportunidade, seja baseada na hipótese de ter sido boa ou ruim, é algo extremamente digno de arrependimentos – Eu torno operante em minha mente, esse pensamento – quanto ao primeiro termo “não me arrepender das coisas que fiz”, parece esdrúxulo, já diante do termo seguinte “que trata-se de um arrependimento” – pelo amor de Deus, quem disse essa frase a Fulaninha? E Fulaninha não existiu porque ela não pensou, ela apenas disse da boca pra fora o que havia escutado. Talvez o que Fulaninha não saiba – ou não tenha ainda parado pra pensar – foi acerca do termo “arrependimento” que dentre seus significados, ressalto aqui alguns: “MUDAR DE IDÉIA, OPINIÃO, PARECER OU PROPÓSITO” . Existe uma frase que retrata bem o desperdício daqueles que envergonham-se ao se arrepender:
NÃO ME ENVERGONHO DE MUDAR DE IDÉIA PORQUE NÃO ME ENVERGONHO DE PENSAR. (Pascal)
- É Fulaninha, para mudar sua forma “BURRINHA” de existir, você terá de recorrer ao seu modo de pensar e reunir outras idéias... Enfim, temos aí duas condições que dependem do PENSAR – a existência e a mudança. Afinal, ERRAR É HUMANO, PERMANECER NO ERRO É BURRICE... Pronto!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Aos meus amigos...

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. Pois boas lembraças, são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece. Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim."
(Vinícius de Moraes)
Hoje, não sei por qual razão, fui abraçada por uma lembrança saudosa.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
ESPERE QUE EU CHEGO JÁ...
Eu preciso sair, tomar um ar, ver gente amiga, passear...
Disseram-me que ando sumida./Ai meu Deus, ainda mais essa!/ - Maria,vem caaaaá.../ Ser presente sendo ausente./ Os paradoxos estão cada dia mais culminantes./ - Já voooouuu...
Disseram-me que ando sumida./Ai meu Deus, ainda mais essa!/ - Maria,vem caaaaá.../ Ser presente sendo ausente./ Os paradoxos estão cada dia mais culminantes./ - Já voooouuu...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
TODO MUNDO É ALGUMA COISA. ZÉ NINGUÉM "NÃO" É UM NADA (ZÉ ninguém "não" merece isso rsrsrs).
Já havia muito não explanava minhas idéias sobre os absurdos alheios, nem os pessoais. Bastava-me a cara de desdém, dos outros para comigo, e minha para com os outros.
Às vezes eu apenas “pareço” ser hostil tentando usar as ferraduras que a vida me deu, há de se entender que eu não levo jeito pra essas coisas. Afinal de contas, minha essência é outra, o que não quer dizer, que eu não saiba dar coices -não queiram conhecer o ápice da minha hostilidade - às vezes dou um belo e forte coice, mas prefiro a mansidão. É que a vida vai diversificando tanto meus suportes, e eu preciso aprender a usá-los bem. Esse argumento pode até parecer ínfimo, mas serve para justificar minha corrupção àqueles dias “tempestuosos” em que aparecem os rótulos; onde ser herói ou ser bandido não é uma questão de opção. Já, para os dias mais “amenos” minha mente tem aspecto ruminante.
Nas minhas superficiais opiniões, todos sabem - não há nada de novo no que vou dizer agora – é sabido que não suporto empáfia. Venha ela de quem vier!
Reparem; se eu digo que Zé Ninguém além de ignorância possuía arrogância, vocês hão de concordar comigo que Zé Ninguém não era assim tão vazio. Isso mesmo, Zé Ninguém não era “num todo um NADA”. Zé Ninguém sempre trata de ter algo o que mostrar e se orgulhar.
A seguir a estória de um pavão de bela plumagem, que gostava muito de se exibir.

"RABO DE PAVÃO"
[...] - Boa noite Sr Pavão? – disse às pressas a galinha.
Antes mesmo de retribuir “boa noite”, o Sr pavão deu aquela arrumada na plumagem e disse:
- Gostou do alinhamento de minha bela plumagem? Minhas plumas valem uma fortuna e se parecem com grandes olhos abertos, todos pensam que estou sempre a vigiar...
Não citei espaço além do tempo, mas quero dizer agora que eles / o pavão e a galinha / encontravam-se num pobre rancho e como já se sabe era noite.
- Sr Pavão , não consigo enxergá-lo bem. O Sr não percebe que é noite, não tenho visão noturna e sinceramente estou tão preocupada com a astuta raposa, prefiro apressar-me em resguardar, não quero correr o risco de ser apanhada por ela.
E com o ego encharcado /cheio de orgulho vão/ seguiu o Sr Pavão, disfarçando olhares /para o vislumbre de uns/ exibindo assim a estética de sua “tão alinhada” plumagem. Dona Raposa nem precisaria ser astuta./ Aquelas plumas que mais pareciam grandes olhos não conseguiram enxergar/e o previsível aconteceu.../ “Dona Raposa” o formoso pavão comeu.
(A única coisa de fato relevante, foi o grande trabalho que a Dona Raposa teve em estraçalhar toda aquela “alinhada plumagem”).
[...] Também é dado outro termo a plumagem do pavão “ RABO”, portanto:
Cuidado, com o rabo à mostra!
Isso, segundo MAriazinha lá dos montes "aquela que escreveu"
Neste texto foi permitido soberba da autora.
Até mais, Vida longa...
Às vezes eu apenas “pareço” ser hostil tentando usar as ferraduras que a vida me deu, há de se entender que eu não levo jeito pra essas coisas. Afinal de contas, minha essência é outra, o que não quer dizer, que eu não saiba dar coices -não queiram conhecer o ápice da minha hostilidade - às vezes dou um belo e forte coice, mas prefiro a mansidão. É que a vida vai diversificando tanto meus suportes, e eu preciso aprender a usá-los bem. Esse argumento pode até parecer ínfimo, mas serve para justificar minha corrupção àqueles dias “tempestuosos” em que aparecem os rótulos; onde ser herói ou ser bandido não é uma questão de opção. Já, para os dias mais “amenos” minha mente tem aspecto ruminante.
Nas minhas superficiais opiniões, todos sabem - não há nada de novo no que vou dizer agora – é sabido que não suporto empáfia. Venha ela de quem vier!
Reparem; se eu digo que Zé Ninguém além de ignorância possuía arrogância, vocês hão de concordar comigo que Zé Ninguém não era assim tão vazio. Isso mesmo, Zé Ninguém não era “num todo um NADA”. Zé Ninguém sempre trata de ter algo o que mostrar e se orgulhar.
A seguir a estória de um pavão de bela plumagem, que gostava muito de se exibir.
"RABO DE PAVÃO"
[...] - Boa noite Sr Pavão? – disse às pressas a galinha.
Antes mesmo de retribuir “boa noite”, o Sr pavão deu aquela arrumada na plumagem e disse:
- Gostou do alinhamento de minha bela plumagem? Minhas plumas valem uma fortuna e se parecem com grandes olhos abertos, todos pensam que estou sempre a vigiar...
Não citei espaço além do tempo, mas quero dizer agora que eles / o pavão e a galinha / encontravam-se num pobre rancho e como já se sabe era noite.
- Sr Pavão , não consigo enxergá-lo bem. O Sr não percebe que é noite, não tenho visão noturna e sinceramente estou tão preocupada com a astuta raposa, prefiro apressar-me em resguardar, não quero correr o risco de ser apanhada por ela.
E com o ego encharcado /cheio de orgulho vão/ seguiu o Sr Pavão, disfarçando olhares /para o vislumbre de uns/ exibindo assim a estética de sua “tão alinhada” plumagem. Dona Raposa nem precisaria ser astuta./ Aquelas plumas que mais pareciam grandes olhos não conseguiram enxergar/e o previsível aconteceu.../ “Dona Raposa” o formoso pavão comeu.
(A única coisa de fato relevante, foi o grande trabalho que a Dona Raposa teve em estraçalhar toda aquela “alinhada plumagem”).
[...] Também é dado outro termo a plumagem do pavão “ RABO”, portanto:
Cuidado, com o rabo à mostra!
Isso, segundo MAriazinha lá dos montes "aquela que escreveu"
Neste texto foi permitido soberba da autora.
Até mais, Vida longa...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ser ou não ser...
Através de um vidro embaçado enxergamos a nós mesmos. A imagem que temos não é a mesma daquele atento vigia. E mesmo sendo paradoxo analisar a si mesmo, há quem peleje nessa retórica e se esforce tentando ser seu próprio interlocutor, é aceitável, afinal ninguém possui nossas interjeições - quereria eu sim vender meu peixe a todos e ser considerada politicamente correta aos olhos alheios. – A verdade é que apesar de sabermos tudo sobre nós não enxergamos nossa imagem além daquela parcial refletida no espelho. (...) Demorei muito a entender que sou além de mim, sou o que o outro vê. Posso ditar quem sou. Não se trata de ser apenas isso e sim ser aquilo/ e ser singular / e comum. / Sou necessária – às vezes não - igual ao ponto do i./ Sou parte/ e sou completa./ Sou o buraco e a beira – e toda a esfera que os separam./ Sou a equiparação do paradoxo - de quem acrescenta ao extrair./ Sou a vontade de ser diferente – já não sendo igual./ Sou complexa/ e sou fácil./ Sou a minha parte/ e os pedaços que me arrancam – também sou o que dou./ Sou aquilo que pareço ser/ sou infinitamente - muito daquilo que não quero ser./ Não sou apenas isso que mostro - sou também aquilo que escondo. / E entre ser ou não ser, não cabe a mim o alarde.
Maria Monteiro
Maria Monteiro
quarta-feira, 24 de março de 2010
TÃO BREVE, TÃO IMPORTANTE...

Foi naquele cantinho escondidinho que um dia eu nasci e logo em seguida lhe conheci...
Mas quis a vida que nosso encontro fosse rápido e logo parti
Agora deixei você aí com os cheiros, com os hábitos (que hão de mudar, sei lá!) seus hábitos noturnos e toda a casa, toda a casa pra você lembrar-se de mim.
Não vale chorar, não chore porque sempre se vão os bons tempos e toda manhã, na verdade, espera algo novo de você, por isso o sol nasce rasgando qualquer escuridão
Eu acho você linda, mas lembre-se do quanto eu não gostava de vê-la chorar
Lembre-se dos bons momentos e você certamente sorrirá
Eu não sei pra onde eu vou, nem sei porque precisei parti
Mas quero dizer com essa luz vinda do meu olhar “OBRIGADO!”
Não se preocupe, quero que fique bem EU AMO VOCÊ TAMBÉM.
Eu queria poder falar com os animais, queria ter entendido a sua dor. Queria guardar o seu cheiro pra sempre aqui em casa. Queria não achá-lo tão singular. Existem momentos importantes em nossas rotinas que no dia a dia são imperceptíveis, momentos que não ouvimos suas salvas. Hoje quero agradecer a tudo que me faz (ou fez) feliz,a tudo que preenche meu ser e em especial ao gatinho mais lindo do mundo, chamado "Barack".
Obrigada!
quarta-feira, 10 de março de 2010
BREVE VERDADE...
Gosto daqueles que não gostam do oposto, nada contra, nada a favor! Hoje fico a pensar como diz um amigo meu - o mundo é gay! - Tenho tantos amigos e amigas nessa posição e eu sei, são pessoas maravilhosas, o que me irrita são aqueles que ainda tentam fingir, por medo, por vergonha. Esses me dão dó! Também tenho dó daqueles que são preconceituosos, que julgam, que perseguem, que se metem onde não são chamados...!
E digo - eu não sou Gay! - se fosse, vocês não precisariam me engolir, eu cuidaria de engolir vocês!
E digo - eu não sou Gay! - se fosse, vocês não precisariam me engolir, eu cuidaria de engolir vocês!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Pequenos pensamentos contínuos...
"INTERNA MENTE"
E já dizia minha avó, quem não arrisca não petisca! Cruel e covarde é o medo que habita dentro de cada um de nós, fincando nossos pés no solo infértil da mansidão. Ousar é garantir movimentos bruscos da mente e do corpo sem medo da insanidade, mas há situações em que uma simples casca de ovo torna-se uma prisão, a ponto de não ser facilmente rompida, basta imaginar-se gema, onde a única alternativa que ela tem é esperar o alheio, pois o ovo, ou, será chocado, ou, será quebrado - de outro modo a pobre gema, assim como a clara, apodreceram, enquanto que a casca continuará integra – assim são as prisões que recebemos por atos falhos, como ironia do destino. E não adianta lamentar, pois comprometeram nossa liberdade - todos nós sabemos que nossa liberdade é assistida, a força que rege a vida ordena a posição do vento – quanto ao que nos compete, eu diria: A maior distinção entre a covardia e a coragem está em ter, ou perder o medo, não que as correntes sejam fáceis de romper, mas reconhecer-se preso é o primeiro passo para buscar a liberdade. E há ainda uma tênue diferença entre buscar e alcançar: se você não souber o que procura, vai rodopiar sem parar. Não quero dizer que deva ir numa reta, afinal a mosca voa em círculos e mesmo assim acerta o alvo.
- Meu trajeto é parecido com o das moscas, o seu poderá ser parecido com o dos ratos – eles sempre vão e voltam pelo mesmo caminho – o importante é lembrar e atingir o que você foi buscar.
Ps.:
Imaginar que depois de o ovo ser chocado...
Aquela gema se transformará num pintinho...
E como seguinte será uma galinha, voltando assim a “botar”... Outros ovinhos, que se transformarão em novos pitinhos... Enquanto nós nos perguntaremos: quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?
E já dizia minha avó, quem não arrisca não petisca! Cruel e covarde é o medo que habita dentro de cada um de nós, fincando nossos pés no solo infértil da mansidão. Ousar é garantir movimentos bruscos da mente e do corpo sem medo da insanidade, mas há situações em que uma simples casca de ovo torna-se uma prisão, a ponto de não ser facilmente rompida, basta imaginar-se gema, onde a única alternativa que ela tem é esperar o alheio, pois o ovo, ou, será chocado, ou, será quebrado - de outro modo a pobre gema, assim como a clara, apodreceram, enquanto que a casca continuará integra – assim são as prisões que recebemos por atos falhos, como ironia do destino. E não adianta lamentar, pois comprometeram nossa liberdade - todos nós sabemos que nossa liberdade é assistida, a força que rege a vida ordena a posição do vento – quanto ao que nos compete, eu diria: A maior distinção entre a covardia e a coragem está em ter, ou perder o medo, não que as correntes sejam fáceis de romper, mas reconhecer-se preso é o primeiro passo para buscar a liberdade. E há ainda uma tênue diferença entre buscar e alcançar: se você não souber o que procura, vai rodopiar sem parar. Não quero dizer que deva ir numa reta, afinal a mosca voa em círculos e mesmo assim acerta o alvo.
- Meu trajeto é parecido com o das moscas, o seu poderá ser parecido com o dos ratos – eles sempre vão e voltam pelo mesmo caminho – o importante é lembrar e atingir o que você foi buscar.
Ps.:
Imaginar que depois de o ovo ser chocado...
Aquela gema se transformará num pintinho...
E como seguinte será uma galinha, voltando assim a “botar”... Outros ovinhos, que se transformarão em novos pitinhos... Enquanto nós nos perguntaremos: quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Pequenos pensamentos contínuos...
"INTERNA MENTE"
Certo dia, você se percebe preso, dentro de uma casca e lembra que anteriormente aos dias fatídicos, com apenas um gesto, fora atingido por uma impetuosa armadilha do destino. A esse tempo atroz que antecede , remanesce a paciência e o presságio de dias melhores – não há mudanças sem atitudes – sua escolha está entre arriscar ou esperar. Há sorte ou azar no jogo e nada no desalento...
Certo dia, você se percebe preso, dentro de uma casca e lembra que anteriormente aos dias fatídicos, com apenas um gesto, fora atingido por uma impetuosa armadilha do destino. A esse tempo atroz que antecede , remanesce a paciência e o presságio de dias melhores – não há mudanças sem atitudes – sua escolha está entre arriscar ou esperar. Há sorte ou azar no jogo e nada no desalento...
Útil, porém dispensável!
Estava dentro do carro em alta velocidade e deixei cair pela janela a pequena tarraxa do meu brinco. Eu sabia que em algum lugar da estrada ela teria que parar, porém pensar em procurá-la era desmotivante, afinal mais a frente, eu sei,qualquer outra tarraxa me servirá.
Pequenas coisas, mesmo úteis, são insignificantes e facilmente substituíveis. E você pára pra pensar que palavras e sentimentos quando próximos podem confundir seus significados.
Aquela "PEQUENA" tarraxa que deixei cair apesar de "PEQUENA" era útil, porém irrelevante a ponto de tornar-se totalmente dispensável para mim.
Assim como são as "COISAS" são as "CRIATURAS".
Pequenas coisas, mesmo úteis, são insignificantes e facilmente substituíveis. E você pára pra pensar que palavras e sentimentos quando próximos podem confundir seus significados.
Aquela "PEQUENA" tarraxa que deixei cair apesar de "PEQUENA" era útil, porém irrelevante a ponto de tornar-se totalmente dispensável para mim.
Assim como são as "COISAS" são as "CRIATURAS".
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Mula Gigante.
Ele viu que aquela carreira de playboyzinho estava chegando ao fim. Quando percebeu que já não tinha tanto assédio como antes. Pelo menos por parte das garotas, de todas as idades, até aquelas que já não se pode mais chamar assim de... "garotas".
E agora aos 30 e poucos anos ele se perguntou: O que eu vou ser quando crescer?
Ora, ora... Tão cedo e você diz adeus ao seu glamour. Se fosse de fato seu fim, lá estaria escrito em sua lápide: "AQUI JAZ, UMA MULA GIGANTE EM FORMA DE GENTE".
Agora eu pergunto e suas camisas da Ralph Lauren, Gucci, Armani, Lacoste, Tommy? Todas suas roupas da Abercrombie & Fitch, Levis? E seu perfume quase caro “Jean Paul Gaultier”, a lancha de luxo do seu pai, seu carro importado... E agora, por que essas coisas não mais preenchem o seu vazio?
Ufa, achei que seu cérebro não tivesse espaço para indagações sobre as coisas simples da vida, eu nunca pensei que ao arrumar o cabelo diante do espelho ele também pudesse lhe mostrar, além das marcas da idade, a penetração sublime do amor, o vazio que é viver sem ter ao seu lado alguém. -Dói? - Dói!
Dói tanto que eu ofereço ajuda:
Mayday, mayday ! S.O.S. a um coração arrependido, que lamenta o tempo perdido...
S.O.S. aqueles que se preocuparam demais com o rótulo mostrado aos outros rótulos.
- Mayday, mayday. Temos outras prioridades! Lá no Haiti estão precisando de ajuda humanitária.
- Outra opção você, seu burro:
Por que você não se manda pro Haiti pra ajudar parte daquela gente, ao invés de ficar aí na fila dos desiludidos?! Isso mostraria melhor seu coração partido.
E agora aos 30 e poucos anos ele se perguntou: O que eu vou ser quando crescer?
Ora, ora... Tão cedo e você diz adeus ao seu glamour. Se fosse de fato seu fim, lá estaria escrito em sua lápide: "AQUI JAZ, UMA MULA GIGANTE EM FORMA DE GENTE".
Agora eu pergunto e suas camisas da Ralph Lauren, Gucci, Armani, Lacoste, Tommy? Todas suas roupas da Abercrombie & Fitch, Levis? E seu perfume quase caro “Jean Paul Gaultier”, a lancha de luxo do seu pai, seu carro importado... E agora, por que essas coisas não mais preenchem o seu vazio?
Ufa, achei que seu cérebro não tivesse espaço para indagações sobre as coisas simples da vida, eu nunca pensei que ao arrumar o cabelo diante do espelho ele também pudesse lhe mostrar, além das marcas da idade, a penetração sublime do amor, o vazio que é viver sem ter ao seu lado alguém. -Dói? - Dói!
Dói tanto que eu ofereço ajuda:
Mayday, mayday ! S.O.S. a um coração arrependido, que lamenta o tempo perdido...
S.O.S. aqueles que se preocuparam demais com o rótulo mostrado aos outros rótulos.
- Mayday, mayday. Temos outras prioridades! Lá no Haiti estão precisando de ajuda humanitária.
- Outra opção você, seu burro:
Por que você não se manda pro Haiti pra ajudar parte daquela gente, ao invés de ficar aí na fila dos desiludidos?! Isso mostraria melhor seu coração partido.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Luiz, respeita Januário.
À beira do rio pensando, nas cores e paisagens, na longa estrada e meu retorno, nas grandes possibilidades de acertos sobre pontos de vista pré-formados. Frio? Não. Calor de matar. Um céu todo azul e a sensação de estar mais próxima do sol, com duas semanas nesse lugar minha melanina seria ativada e eu seria definitivamente: pretinha.
Um pouco enjoada, por causa dos whiskes ingeridos na noite passada, por sinal "não" dormida, enfrentei "novamente" o vulco vulco da viagem, subi à balsa para atravessar o rio São Francisco (O Velho Chico)... Quando voltamos pra casa sempre deixamos algo para trás.
E lá se iam algumas erronias impressões que eu tinha, tudo contrário a mim. Em resumo eu digo: as cidades, que eu visitei, são lindas, verdadeiramente agradeci a oportunidade de apreciar as paisagens naturais do sertão (PE/BA), tamanha é a riqueza desses lugares, mas... Definitivamente, EU SOU URBANA!
Desculpe-me Luiz Gonzaga (ele que tanto elogiou e amou o sertão), se pudesse o diria pessoalmente:
- Luiz, com toda admiração e respeito que o tenho, hoje estou mais convicta de adorar a poluição sonora e visual das cidades grandes, com todos os arranhas céus, por sinal um comentário que queria fazer sobre uma das muitas constatações que tive “eu, uma matuta da cidade grande”, andando pelas ruelas daquelas cidadezinhas do sertão, percebi o quanto gosto dessas luzes artificiais que me cerca, a única coisa que eu trocaria, sem dúvidas, era aquele ar puro que respirei. Sim, porque essa poluição um dia ainda vai me matar de asma, acho que se pudesse trocar o ar, certamente minhas "ITES" agradeceriam...
Outras constatações: gente é gente (e algumas em especial são maravilhosas), bode é bode, vaca é vaca, galinha é galinha (aliás, essa constatação não tive bem ao certo). Tem mais: eu aprecio o verde(apenas aprecio); avestruz é delicioso; eu continuo achando "sushi" a melhor comida do mundo e a mais importante de todas as constatações: calango é calango e eu, também, “sou camaleão".
Saudades desse espaço, agora com mais tempo voltarei a postar.
Bjs. Love Su!
Um pouco enjoada, por causa dos whiskes ingeridos na noite passada, por sinal "não" dormida, enfrentei "novamente" o vulco vulco da viagem, subi à balsa para atravessar o rio São Francisco (O Velho Chico)... Quando voltamos pra casa sempre deixamos algo para trás.
E lá se iam algumas erronias impressões que eu tinha, tudo contrário a mim. Em resumo eu digo: as cidades, que eu visitei, são lindas, verdadeiramente agradeci a oportunidade de apreciar as paisagens naturais do sertão (PE/BA), tamanha é a riqueza desses lugares, mas... Definitivamente, EU SOU URBANA!
Desculpe-me Luiz Gonzaga (ele que tanto elogiou e amou o sertão), se pudesse o diria pessoalmente:
- Luiz, com toda admiração e respeito que o tenho, hoje estou mais convicta de adorar a poluição sonora e visual das cidades grandes, com todos os arranhas céus, por sinal um comentário que queria fazer sobre uma das muitas constatações que tive “eu, uma matuta da cidade grande”, andando pelas ruelas daquelas cidadezinhas do sertão, percebi o quanto gosto dessas luzes artificiais que me cerca, a única coisa que eu trocaria, sem dúvidas, era aquele ar puro que respirei. Sim, porque essa poluição um dia ainda vai me matar de asma, acho que se pudesse trocar o ar, certamente minhas "ITES" agradeceriam...
Outras constatações: gente é gente (e algumas em especial são maravilhosas), bode é bode, vaca é vaca, galinha é galinha (aliás, essa constatação não tive bem ao certo). Tem mais: eu aprecio o verde(apenas aprecio); avestruz é delicioso; eu continuo achando "sushi" a melhor comida do mundo e a mais importante de todas as constatações: calango é calango e eu, também, “sou camaleão".
Saudades desse espaço, agora com mais tempo voltarei a postar.
Bjs. Love Su!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
A Noite de Natal

Talvez os gatos não gostem do natal, porque o meu bonitão anda destruindo a minha árvore lá em casa. Uma coisa é certa: já se aproxima o natal, e como de costume minha família se reúne para a ceia. Tem aquele peruzão, farofa com passas - gosto das passas, mas não gosto que as coloquem na farofa - sem falar naquele delicioso empadão da minha cunhada "Geuza" - ela sabe fazer um empadão de frango como ninguém -tem também salpicão... Entre outras delícias, são esses os pratos que compõem a ceia na casa dos "MONTEIRO'S", entretanto o que mais me atrai nessa ocasião é a reunião da minha família, sabe como é, uma família enorme: minha mãe; irmãos; sobrinhos (as); cunhados (as); amigos; parentes... Periquitos, papagaios... Enfim, aquele mundo de pessoas que se multiplicaram com o passar dos anos.
Tem sempre um momento da noite de natal que bate aquela saudade do meu pai, lembro daquela cara amarrada que ele tinha - aliás, a única ocasião em que meu pai abria exceção para sua cara amarrada era na noite de natal - vai ver seja também esse o motivo pelo qual a comemoração do natal exerça um encanto maior em mim. Eu amo a noite de natal, e não abro mão de compartilhar esse momento com meus amados e complicados irmãos. É certo que durante todo o ano estamos tão ocupados com nosso dia a dia e para quem pensa assim resta a triste afirmação: essa é apenas mais uma noite! Mas, lá na casa dos "MONTEIRO'S", essa noite tem sua relevância.
Sempre fico ansiosa até que chegue essa noite encantada, noite em que muitos comemoram e nem sabem seu real motivo. Eu paro às vezes pra pensar o quanto Jesus é de fato especial, pois após mais de 2000 anos, as pessoas festejam o dia do seu nascimento reunindo suas famílias e ofertando gentilezas e presentes.
É comum antes do natal, as pessoas desejarem bons votos para essa noite tão especial, por essa razão exprimo meu desejo a todos meus amigos, familiares e pessoas que por algum motivo visualizam meu blog:
Desejo a todos vocês (inclusive meu lindo gatinho BARACK) um natal igual, ou, melhor que o meu. Um natal com muita paz - mesmo com toda aquela criançada correndo - Desejo casa cheia, mesa farta, amor, espiritualidade, muita harmonia, compreensão e que essa noite seja de fato uma noite de muita luz e encanto.
FELIZ NATAL!
Love Su.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Parte de Um Conto...
Não entendia como o céu havia mudado de cor naquela tarde. Ao meio dia parecia que nada aconteceria, às 15h00 tudo ainda estava do mesmo jeito. Mas Foi exatamente ao cair da tarde que essa historia tomou o rumo que vou contar agora.
Naquela tarde dois amantes, embora distantes, resolveram medir o desejo, a distância e o tempo. O fato é, nem sempre isso está certo: "o que os olhos não vêem o coração não sente!"
Terminava a primavera e com o verão chegava o calor, mas aquela brisa, o céu com nuvens e pequenas gotas de chuva, nada tinha a aver com a nova estação, eu sei, mas foi assim que de repente a tarde se fez. Uma tarde para amantes, os corpos poderíam sentir calor se não fosse aquele "frio que suplicava um aconchego" invadindo o vão com uma constatação: os corpos se queriam!
Os desejos são ardentes mesmo se não são alimentados isso é fato. Até controlamos nossa mente, mas e os nossos sonhos?
Os dois sabiam: na distância havia muitas estradas, curvas do cotidiano, mas ainda assim era "cotidiano"; caminhos diferentes rompiam a cumplicidade. E não havia o que fazer contra aquela distância...
"E o amor? Depois do começo haverá final? Numa caixinha, num embrulho qualquer, podemos devolve-lo?"
O amor tem um aliado: o tempo! E quando nasce, não morre. Se afasta, se perde...se acha!
Naquela tarde dois amantes, embora distantes, resolveram medir o desejo, a distância e o tempo. O fato é, nem sempre isso está certo: "o que os olhos não vêem o coração não sente!"
Terminava a primavera e com o verão chegava o calor, mas aquela brisa, o céu com nuvens e pequenas gotas de chuva, nada tinha a aver com a nova estação, eu sei, mas foi assim que de repente a tarde se fez. Uma tarde para amantes, os corpos poderíam sentir calor se não fosse aquele "frio que suplicava um aconchego" invadindo o vão com uma constatação: os corpos se queriam!
Os desejos são ardentes mesmo se não são alimentados isso é fato. Até controlamos nossa mente, mas e os nossos sonhos?
Os dois sabiam: na distância havia muitas estradas, curvas do cotidiano, mas ainda assim era "cotidiano"; caminhos diferentes rompiam a cumplicidade. E não havia o que fazer contra aquela distância...
"E o amor? Depois do começo haverá final? Numa caixinha, num embrulho qualquer, podemos devolve-lo?"
O amor tem um aliado: o tempo! E quando nasce, não morre. Se afasta, se perde...se acha!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Desordem & Ordem

No chão do meu quarto, uma calça Jens que foi usada semana passada. Não coloquei as roupas pra lavar, não recolhi o lixo do apartamento, não troquei as roupas de cama, mas tenho escovado os dentes e tomado banho diariamente, preservando assim "alguns poucos" hábitos de higiene. Agradeço todos os dias a boa escolha que fiz: ainda bem que tenho gato ao invés de cachorro. Precisamos pintar o apartamento, arma a árvore de natal e comprar os presentes das crianças. O supermercado me aguarda de braços abertos parecendo Fred Kruger (pesquisei o nome).
- Deus! Quanto acúmulo bobo, essa velha casca já não me serve mais.
Volto ao quarto, tropeço numa bolinha (pra um bom entendedor isso basta), em meio a desordem, lembro de minha mãe, ela que nunca foi... digamos assim... muito organizada, dizendo: - te ajeita menina! - De certo, vocês já conhecem essa história: a bagunça do meu quarto; meu cabelo assanhado; meu celular desligado...
Vou agora contar um segredo: Tirei folga de mim; das minhas coisas; do meu espaço; dele; dela; deles...
Minha única ordem:
Caros, eu sempre quis dizer isso, preocupem-se com seus umbigos!
Mainha, ajude-me a organizar essa bagunça!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A Carne é Fraca.
Não há nada mais leviano quanto os nossos desejos. Você passa um tempão mentalizando e dizendo "não" diante do espelho. Quando de repente ele ou ela aparece na sua frente, e você emudece. Você até senti vontade de pegar uma cruz e dizer como quem expulsa demônios: vai de retro satanás! Mas aquele sorriso cínico que você deixou escapar insinuou o quanto seria fácil roubar um beijo seu, ou, até mais que um beijo.
A carne é fraca não?
Até bem pouco tempo atrás, quando você estava sozinho, você dizia: Eu me basto! Mas logo percebeu que não dava pra ficar muito tempo na mão, que essa filosofia de vida o tornava egoísta. E ser egoísta nunca foi a sua praia, dai surgiu um forte argumento pra ceder. E você se viu como um animal irracional, sedento de prazer e depois de perder a cabeça pediu desculpas pra si mesmo dizendo baixinho: Foi culpa do desejo, ele nunca escolheu hora, nem dia pra atacar! Até ai tudo bem, você não pousou de vítima, e não fez "outra pessoa sangrar".
Mas da última vez que você sentiu esse impulso, teve que parar pra pensar, pois estava acompanhado, e se preocupou em não ferir ninguém, dessa vez você se perguntou: o que devo fazer? Será que ele ou ela faria o mesmo por mim? Será que conseguirei? Você pediu, "praticamente implorou", a algum troço lá dentro de sua cabeça que pusesse uma camisa de forças no danado do desejo, e gritou aos berros isso não é hora, nem dia pra atacar!
E depois de vencer aquele monstrinho; pecou, apenas porque deu o maior mole, cantando ao vento aquela música que representa as palavras que você quis dizer, e ou, escutar.
Sussumonte
A carne é fraca não?
Até bem pouco tempo atrás, quando você estava sozinho, você dizia: Eu me basto! Mas logo percebeu que não dava pra ficar muito tempo na mão, que essa filosofia de vida o tornava egoísta. E ser egoísta nunca foi a sua praia, dai surgiu um forte argumento pra ceder. E você se viu como um animal irracional, sedento de prazer e depois de perder a cabeça pediu desculpas pra si mesmo dizendo baixinho: Foi culpa do desejo, ele nunca escolheu hora, nem dia pra atacar! Até ai tudo bem, você não pousou de vítima, e não fez "outra pessoa sangrar".
Mas da última vez que você sentiu esse impulso, teve que parar pra pensar, pois estava acompanhado, e se preocupou em não ferir ninguém, dessa vez você se perguntou: o que devo fazer? Será que ele ou ela faria o mesmo por mim? Será que conseguirei? Você pediu, "praticamente implorou", a algum troço lá dentro de sua cabeça que pusesse uma camisa de forças no danado do desejo, e gritou aos berros isso não é hora, nem dia pra atacar!
E depois de vencer aquele monstrinho; pecou, apenas porque deu o maior mole, cantando ao vento aquela música que representa as palavras que você quis dizer, e ou, escutar.
Sussumonte
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Erros e Acertos...
Hoje é um dia cheio de respostas, mas eu prefiro perguntas. As perguntas estão sempre acompanhadas de possibilidades, de esperanças, já as respostas trazem em si o exclusivismo, além de divergir o mundo em dois lados, são conclusões consideradas acertadas ou erradas, como se de fato existisse ou o “certo” ou o “errado”. As pessoas sempre esquecem que “um” não existiria sem o “outro”. Usam os erros para julgar, condenar...
Não me farei entender, estou tão confusa quanto minha mente. E quando estou assim, é certo que algo me assola. Vou ler um livro. Procurar questionamentos, pra que a minha vida volte logo ao normal.
* O termo “erro” o qual me refiro, não engloba toda sua semântica, pois para defender a violência temos as leis, os tais direitos humanos e a isso eu não moveria uma palha!
See you!
Love Su!
Não me farei entender, estou tão confusa quanto minha mente. E quando estou assim, é certo que algo me assola. Vou ler um livro. Procurar questionamentos, pra que a minha vida volte logo ao normal.
* O termo “erro” o qual me refiro, não engloba toda sua semântica, pois para defender a violência temos as leis, os tais direitos humanos e a isso eu não moveria uma palha!
See you!
Love Su!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
APAGÃO
Esse "ainda" não é o segredo da Coca-Cola.

Leia a reportagem:
http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/60/lata-da-coca-cola-sem-cor-.html
Minha Resposta: Aplica-se a frase do comercial da Sprite "IMAGEM É NADA SEDE É TUDO" e fica tudo certo.
Boa essa!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Aos Meus Amigos.
Sentir-se-ão lembrados todos que em minha companhia gozaram, de fato, daquelas gargalhadas nuas. Onde os dentes mais pareciam cortinas com estampas de um ensolarado dia "no verão ou em qualquer outra estação".
A tal "majestosa saudade" haverá de existir; todos haverão de lamentar o passar dos anos, que tornarão longínquos tanto do presente quanto da mente, nossos dias de encantamento, e mesmo aqueles "atos falhos", deverão ser perdoados de acordo com suas despretensões, porque nem todas as veredas são planejadas, tão pouco desejadas. Do pulsar errante vem a certeza que nem todo sorriso trás somente alegria, pois há mais dor contida na inocência que se possa imaginar.
Oh vida errante, eu não posso atribuir ao destino minhas perdas, se nem todos os meus fracassos foram por fatalidade. Eu não posso encher o peito de arrependimentos. Eu não posso garantir que terei outros amores a conquistar. Mas quero um dia, antes que eu “morra”, levantar um brinde num cálice de vinho, apenas um me bastará, mesmo que seu gosto seja "o gosto de sangue". Eu ainda hei de brindar a vida, completamente (com todo caos)! Porque nem todo brinde nos serve para festejar, outros, porém, servem-nos para lamentar, que esse seja sempre breve.
A tal "majestosa saudade" haverá de existir; todos haverão de lamentar o passar dos anos, que tornarão longínquos tanto do presente quanto da mente, nossos dias de encantamento, e mesmo aqueles "atos falhos", deverão ser perdoados de acordo com suas despretensões, porque nem todas as veredas são planejadas, tão pouco desejadas. Do pulsar errante vem a certeza que nem todo sorriso trás somente alegria, pois há mais dor contida na inocência que se possa imaginar.
Oh vida errante, eu não posso atribuir ao destino minhas perdas, se nem todos os meus fracassos foram por fatalidade. Eu não posso encher o peito de arrependimentos. Eu não posso garantir que terei outros amores a conquistar. Mas quero um dia, antes que eu “morra”, levantar um brinde num cálice de vinho, apenas um me bastará, mesmo que seu gosto seja "o gosto de sangue". Eu ainda hei de brindar a vida, completamente (com todo caos)! Porque nem todo brinde nos serve para festejar, outros, porém, servem-nos para lamentar, que esse seja sempre breve.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Crianças & Desemprego (como explicar?)
Eu ganhei pouco presente no dia das crianças...
-Filho, você precisa entender que seu pai está desempregado, ele não tem dinheiro.
-Como assim, ele não tem dinheiro? Ontem meu pai era rico!
-Sim, mas hoje ele não tem dinheiro...
-Pois então ele tem que tratar de comprar dinheiro de novo.
-Sim, mas dinheiro não se compra...
-Compra sim.
-Ah é? E onde você pensa que podemos comprar dinheiro?
-Ora, ora! Dinheiro se compra no trabalho né! Dãaaaaaanhhhh!
-Filho, você precisa entender que seu pai está desempregado, ele não tem dinheiro.
-Como assim, ele não tem dinheiro? Ontem meu pai era rico!
-Sim, mas hoje ele não tem dinheiro...
-Pois então ele tem que tratar de comprar dinheiro de novo.
-Sim, mas dinheiro não se compra...
-Compra sim.
-Ah é? E onde você pensa que podemos comprar dinheiro?
-Ora, ora! Dinheiro se compra no trabalho né! Dãaaaaaanhhhh!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Quem poderá nos defender?
Alheio as vontades dos terráqueos, um grupo de alienígenas resolve invadir a terra. Numa viagem pouco metódica, essas quatro criaturas verdes, elaboram um plano a fim de capturar todos os habitantes do Brasil. "Essa não! Por que logo nossa gente, brasileira? E agora, quem poderá nos defender? Se nem o CHAPOLIN COLORADO é brasileiro. Macacos me mordam!"
[...] de imediato me vem: o cangaceiro Lampião (agora jaz); Ayrton Senna (tbm jaz); Os trapalhões (com dois dos quatro, jaz); quem sabe num cenário bem retrógrado lá estariam também Xuxa e Pelé "eles, bem que poderiam ter sido grandes super-herois", mas o bolo desandou! Projeto fútil.
Não é de hoje. Sempre estivemos carentes de herois. Nem em desenho animado encontramos acalento. Por isso, um homem de barba branca, com cara de bonzinho, sensível por natureza, nordestino como eu... Vem fazendo o maior sucesso por aqui.
Sussumonte
[...] de imediato me vem: o cangaceiro Lampião (agora jaz); Ayrton Senna (tbm jaz); Os trapalhões (com dois dos quatro, jaz); quem sabe num cenário bem retrógrado lá estariam também Xuxa e Pelé "eles, bem que poderiam ter sido grandes super-herois", mas o bolo desandou! Projeto fútil.
Não é de hoje. Sempre estivemos carentes de herois. Nem em desenho animado encontramos acalento. Por isso, um homem de barba branca, com cara de bonzinho, sensível por natureza, nordestino como eu... Vem fazendo o maior sucesso por aqui.
Sussumonte
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Drummond
"Palavras, palavras, se me desafias, aceito o combate".
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade".
"Onde estivestes de noite
Que de manhã regressais
com o ultramundo nas veias,
entre flores abissais?"
"Que século, meu Deus! - exclamaram os ratos e começaram a roer o edifício".
"Amor nenhum dispensa uma gota de ácido"
"Mas se desejarmos fortemente o melhor e,
principalmente, lutarmos pelo melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo,
e não do tamanho da minha altura".
"que pode uma criatura senão,entre criaturas,amar?
Amar e esquecer,Amar,desamar,amar?
Sempre,e até de olhos vidrados,amar?"...
Carlos Drummond de Andrade
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade".
"Onde estivestes de noite
Que de manhã regressais
com o ultramundo nas veias,
entre flores abissais?"
"Que século, meu Deus! - exclamaram os ratos e começaram a roer o edifício".
"Amor nenhum dispensa uma gota de ácido"
"Mas se desejarmos fortemente o melhor e,
principalmente, lutarmos pelo melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo,
e não do tamanho da minha altura".
"que pode uma criatura senão,entre criaturas,amar?
Amar e esquecer,Amar,desamar,amar?
Sempre,e até de olhos vidrados,amar?"...
Carlos Drummond de Andrade
VOZ INTERNA
Gélido é todo amor que por mim foi abandonado
Carregado pelo esquecimento de minha mente
Repousa no calvário da dor e foi excluído de todos os olhares
Mas se por hora lembro, sinto não pulsar intensamente
São apenas pequenas batidas de um coração que não é mais amedrontado...
Eu de fato não ouço os gritos das minhas desventuras.
Sussumonte
Carregado pelo esquecimento de minha mente
Repousa no calvário da dor e foi excluído de todos os olhares
Mas se por hora lembro, sinto não pulsar intensamente
São apenas pequenas batidas de um coração que não é mais amedrontado...
Eu de fato não ouço os gritos das minhas desventuras.
Sussumonte
BELEZA
A bela moça desconfiava de sua beleza, mas não tinha a certeza.
E para todos, bastava lembrar seus olhos...
Não! Na verdade seu olhar!
Não eram seus olhos, mas seu olhar; não era sua boca, mas seu sorriso; não eram suas pernas, mas seu caminhar...
Entre aspas eu digo: "a elegância sim, define a beleza"
Sussumonte
E para todos, bastava lembrar seus olhos...
Não! Na verdade seu olhar!
Não eram seus olhos, mas seu olhar; não era sua boca, mas seu sorriso; não eram suas pernas, mas seu caminhar...
Entre aspas eu digo: "a elegância sim, define a beleza"
Sussumonte
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A vida através de uma lente 3D

Este, é apenas um ser que em sua auto-formação percorre vários caminhos; seu domínio é como uma tentativa infeliz de aprisionar o mar. Um "não" aqui, um "sim" ali. Não importa! Está mesmo entre a possibilidade do talvez, planejando seus limites, aproveitando suas oportunidades. Este ser, tenta gastar todos os "créditos de destino" que possui, apenas pra ter a sensação, de poder percorrer, "uma a uma", todas bifurcações existentes em sua vida. Pura ilusão!
É lamentável que essa vida tenha um fim decidido em minutos, é lamentável descobrir o certo. É lamentável não buscar ilusões.
Precisando de uma lente 3D para o seu dia a dia? Nos dias de hoje com tanta tecnologia, ainda assim, enxerga o exato? Melhor seria enxergar a vida através de uma lente 3D. Melhor seria transformar nosso dia a dia numa composição de ilusões mais realista.
Sussumonte
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
"AVENTE RIO 2016"

Chega de fábulas, por hora, alguns ensaios estão pedindo espaço; portanto...
Um pouco do meu ponto de vista:
Pra todo tema há sempre opiniões divergentes. Há quem não concorde com a idéia, agora mais concreta, do Brasil sediar uma Olimpíada. Está aí um tema bem abrangente, que provocará tumulto “necessário” ao longo dos próximos anos que antecedem as “Olimpíadas RIO 2016”. Esta era a ambição de nossos esportistas, empresários, políticos e meia dúzia de meros telespectadores.
A idéia enche o ego daqueles que amam o esporte, entretanto há interesses políticos e financeiros, e se não vigiarmos “a idéia” também encherá o bolso dos corruptos de plantão do nosso “Brasil Brasileiro”. Eu sempre lamento a pouca atenção que é dada aos demais esportes, além do futebol, em nosso país. Considerando, é claro, a cultura de cada país que leva sua população a se identificar um pouco mais, a um determinado esporte; eu entendo que “nós brasileiros temos uma incrível paixão ao futebol”. E isso é um fato importante, não só no Brasil como em outros países de acordo com seus esportes preferidos! Voltando a relevância que pretendo alcançar, os incentivos aos demais esportes em nosso país é meramente dado de acordo com o quanto a modalidade esportiva seja “FASHION” ou não. O atletismo, por exemplo: teria de ser, portanto, uma tendência! Teria que estar na “moda” para receber patrocínio dos empresários, pois o governo por si só não dispõe de verbas suficientes, para incentivar e beneficiar os atletas praticantes dessa, e tantas outras, “modalidades esportivas” esquecidas em nosso país.
Finalmente, sediaremos uma olimpíada. A de 2016. E se o Brasil já estava na moda, imagina agora?! Temos aproximadamente sete anos até lá! Mas precisamos considerar que, nesse caso, tempo não é crédito, mas sim prestações; pois a partir de agora estamos endividados com o mundo, que espera de nós um palco maravilhoso para um dos maiores espetáculos visto “uma olimpíada”. No meio desse tempo, precisamos lembrar que em nosso país, se aproxima a eleição para presidente, e mudaremos o nosso representante. Tenho em mente o quanto nossos políticos se prenderão a essa idéia para suas campanhas. Tenho sorte em saber discernir o quanto não precisaremos ser campeões em números de medalhas, porque não será essa nossa missão. Enfim, uma olimpíada não é apenas um espetáculo para o esporte, mas apesar de todas as vestes, é a apresentação desnuda de um país aos olhos do mundo.
A força, a intensa alegria, a criatividade são características do nosso povo. Estamos felizes. E é essa felicidade que irá se fixar nos próximos anos. Porém, não é hora de sentirmo-nos orgulhosos, pois, ainda, temos muito trabalho pela frente. Mas essa é sem dúvida uma outra "boa razão" para “reformar” o nosso país. Já que a fome e a desigualdade social, por si só, não movimentam a nossa gente "humildemente feliz. “Boa sorte, Brasil”!
Sussumonte.
Assinar:
Postagens (Atom)


